Castelo Branco. PSP identifica furtos no comércio

José Furtado - 22/07/2019 - 15:24

Comandante da PSP explica o procedimento habitual dos autores dos furtos, que afetam o comércio tradicional e as grandes superfícies.

PSP chama a atenção para a necessidade de apresentar queixa. Foto arquivo Reconquista

A Polícia de Segurança Pública de Castelo Branco identificou três pessoas por suspeita de prática de furto em lojas no Forum Castelo Branco.

O caso remonta ao dia 9 e os suspeitos são duas mulheres de 28 e 29 anos e um homem de 39 anos, com residência na Maia e Porto.

Segundo a PSP os suspeitos identificados atuavam de forma rápida e coordenada, distraindo os lojistas com trocas e devoluções de compras efetuadas noutras superfícies do mesmo grupo.

Enquanto isso acontecia os restantes furtavam os artigos, colocando-os em malas e sacos revestidos a alumínio para iludir os sistemas de prevenção de furtos.

Os objetos eram guardado num carro estacionado no exterior do centro comercial.

A PSP apreendeu vestuário de marca que vale cerca de 1600 euros e foi também apreendido cautelarmente um automóvel ligeiro.

A polícia foi alertada pelos elementos da segurança do centro comercial e os factos foram comunicados ao Ministério Público.

José Pires Leonardo, o comandante da PSP de Castelo Branco, confirmou ao Reconquista que os autores destes furtos “tinham alguma tarimba e estiveram envolvidos em situações no norte da Europa”.

Este caso escapa ao que é normal mas os furtos em estabelecimentos comerciais são algo comum.

Poucos dias após este furto a PSP foi chamada para tomar conta de um outro caso num estabelecimento no centro da cidade de Castelo Branco.

A maneira de atuar não varia- atuam em grupo mas dividem-se nas tarefas, ficando uns no balcão a distrair o lojista enquanto outros escondem os artigos que querem levar.

Por vezes entram a falar alto e levam crianças, reforçando assim as manobras de diversão. Neste caso eram quatro mulheres.

Pires Leonardo aconselha: “Assim que houver uma suspeita mais forte a solução é chamar a polícia e fazê-lo de forma evidente, para que os suspeitos se apercebam. O que não se pode fazer é mostrar receio e não apresentar queixa, por que se não for apresentada queixa não há nada a fazer”.

O comandante da PSP insiste neste ponto: “Sem a apresentação de queixa é trabalho deitado fora. Nós temos dezenas de situações de furto, às vezes com risco para os nossos agentes, e não apresentando queixa vai tudo por água abaixo”.

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