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CDS: Direção nacional estranha demissão de José Pedro Sousa

José Furtado - 12/04/2018 - 15:40

Secretário-geral adjunto respondeu às críticas do antigo candidato à câmara de Castelo Branco, que abandonou o partido.

Fotomontagem Reconquista

 

A direção nacional do CDS diz que as razões de José Pedro Sousa para deixar o partido surgem “fora de tempo” e refuta as críticas feitas pelo candidato à Câmara Municipal de Castelo Branco nas eleições autárquicas de outubro do ano passado.

O advogado anunciou que deixou o partido devido à falta de interesse da presidente Assunção Cristas pela concelhia albicastrense, incluindo quando se apresentou como candidato à câmara municipal da capital de distrito.

Pedro Magalhães, o secretário-geral adjunto do CDS, enaltece o trabalho de José Pedro Sousa na melhoria dos resultados do partido mas refuta as críticas à direção nacional.

Em declarações ao Reconquista o dirigente nacional dos centristas diz que a posição do antigo candidato vem “fora de tempo”.

“Achamos muito estranho que haja esta demissão depois de se terem realizado as eleições (em fevereiro) para a estrutura concelhia de Castelo Branco, tendo ele sido eleito para essa estrutura”.

A justificação deixa de ser motivo “a partir do momento em que volta a ser eleito dirigente concelhio”.

Pedro Magalhães realça ainda que José Pedro Sousa também esteve presente na tomada de posse para a concelhia, onde Assunção Cristas participou.

Ainda em relação à campanha das últimas autárquicas, o secretário-geral adjunto diz que o CDS fez-se representar através do seu vice-presidente e do deputado padrinho “por diversas ocasiões nas iniciativas organizadas a nível local, pelo que não há motivo para a saída com esse argumento”.

José Pedro Sousa revelou no início da semana uma carta aberta em que expos as suas razões para deixar o partido.

“Em 2017, ano de eleições autárquicas, Assunção Cristas não teve a bondade de se deslocar a Castelo Branco para estar com a sua população, acompanhar os autarcas locais e apoiar as diversas candidaturas autárquicas do CDS no distrito”.

Segundo ele esta atitude de Assunção Cristas contrasta com o apoio dado ao vice-presidente do partido Adolfo Mesquita Nunes, que concorreu à Câmara Municipal da Covilhã e foi eleito vereador.

A gota de água terá sido a presença da presidente do CDS em Castelo Branco no final de março, para uma sessão sobre o interior e o território.

Nesta visita Assunção Cristas deu ainda posse à nova concelhia do CDS, da qual José Pedro Sousa fazia parte até agora.

Mas antes “não teve a bondade de alguma vez se deslocar à cidade, concelho e distrito de Castelo Branco para ver e ouvir o interior”.

Na sua opinião esta visita “resulta, agora, pouco genuína e muito oportuna”.

“Como albicastrense (de coração e por adoção), e por lealdade para com a cidade e região que tão bem me soube acolher, entendo que Castelo Branco merece outro respeito e consideração. Castelo Branco não pode ser lembrado apenas e aquando dos períodos eleitorais e por que fica bem ficar na fotografia com o “pobrezinho””, acusa.

Na hora da saída agradeceu a quem o acompanhou nas últimas eleições, em especial à mandatária Celeste Capelo, desejando ainda felicidades à nova concelhia, liderada por Mark Pereira e Sandra Manso.

José Pedro Sousa foi durante quatro anos deputado municipal pelo CDS em Castelo Branco e candidatou-se à Câmara Municipal de Idanha-a-Nova.

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