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Ciclismo: Castelo Branco quer manter presença na Volta a Portugal

Artur Jorge - 11/08/2017 - 15:44

Castelo Branco tudo fará para continuar a manter a efetividade no grande acontecimento desportivo luso da época de verão.

Castelo Branco já manifestou interesse em manter uma presença efetiva na Volta

Castelo Branco tudo fará para continuar a manter a efetividade no grande acontecimento desportivo luso da época de verão: a Volta a Portugal em bicicleta. Essa predisposição foi manifestada pelo autarca Luís Correia em plena Avenida Nuno Álvares, onde domingo muito público assistiu à vitória milimétrica de Samuel Caldeira (W52/FC Porto), com recurso a “photo-finish”.

“Não sabemos quem será o promotor, pois há um concurso de concessão aberto. Terá, necessariamente, de haver um novo acordo com a empresa que vier a ganhar a concessão. Seja quem for, saberá que há interesse em continuar com a Volta em Castelo Branco. É uma vontade expressa”, argumentou o presidente da câmara albicastrense.

Os 70 mil euros que custam um final de etapa encontram retorno, segundo Luís Correia, na “forte promoção de Castelo Branco para o exterior, das suas potencialidade e tradições”, mas também na “animação que é proporcionada à comunidade”.

Foi um final complicado aquele que rematou a tirada mais longa da 79.ª edição da Volta, entre Reguengos de Monsaraz e Castelo Branco (214,7 km). De quedas e desvios ao percurso correto por parte de alguns ciclistas, fez-se à abordagem à meta. As rotundas e as curvas apertadas fizeram mossa. Rafael Silva (Efapel) e Edgar Pinto (LA-Metalusa BlackJack) tiveram que ser assistidos no Hospital Amato Lusitano) com vários traumatismos. Edgar Pinto foi transferido para Aveiro e abandonou a corrida.

“Com tantas possibilidades para uma chegada a Castelo Branco, esta foi das piores alternativas”, acusou José Augusto Silva, diretor desportivo da LA. A chegada inédita foi alvo de críticas. O diretor da corrida, Joaquim Gomes, lamentou as quedas, mas recordou que “são coisas que acontecem no ciclismo”. Os problemas surgiram nos últimos três quilómetros, pelo que os ciclistas envolvidos, numa e noutra situação, foram creditados com o mesmo tempo do vencedor.

Um ano depois de José Gonçalves (Caja Rural),outro português ganhou em Castelo Branco. Samuel Caldeira foi declarado vencedor após analisadas as imagens da chegada, derrotando por uma unha negra o italiano António Parrinelo (GM Europa Ovini). Ainda temeu que não tivesse vencido: “À terceira foi de vez!”, exclamou o sprinter da W52/FC Porto, elogiando o trabalho de Raul Alarcón (camisola amarela) e Gustavo Veloso: “Com lançadores destes é quase meia-vitória. Basta-me rematar e aqui tive forças para o fazer”.

Quanto custa ter a Volta

Castelo Branco paga 70 mil euros para ter um final de etapa da Volta a Portugal em bicicleta. São as autarquias que suportam grande parte do bolo organizativo, recebendo em contrapartida as várias valências do efeito mediático da prova e o frenesim que a rodeia.

Um início de Volta a Portugal (este ano em Lisboa) pode custar 200 mil euros. São também esses os números que Viseu desembolsa para ter a chegada da “Portuguesa”, no dia 15 de agosto. Uma partida custa 40 mil euros e as chegadas valem os “tais” 70 mil euros.

Uma meta volante pode custar 2500 euros.

COMENTÁRIOS

jmarques
2 Dias atrás
Gosto muito.
Aprecio, mesmo.