O Livre entregou no Tribunal a sua lista às eleições Legislativas de 2019, “uma lista paritária e totalmente independente que aceita o desafio de contribuir para libertar as pessoas e o futuro das amarras da austeridade, da pobreza e da desigualdade”.
Alguns candidatos do Livre à saída do Tribunal
O Livre entregou, dia 23 de agosto, no Tribunal de Castelo Branco, a sua lista às eleições Legislativas de 2019, “uma lista paritária e totalmente independente que aceita o desafio de contribuir para libertar as pessoas e o futuro das amarras da austeridade, da pobreza e da desigualdade”. Em comunicado, o partido defende que os cidadãos “devem controlar o futuro das suas comunidades. São muitos os que se sentem excluídos da vida política, não somente por sentirem que não têm voz, como também por falta de confiança nos representantes eleitos”, entendendo que “é necessário promover uma cultura cívica e uma ética política de serviço público pautadas pela transparência e abertura à iniciativa da sociedade civil. Tem faltado isso no país e também na região”.
O Livre propõe assim uma nova forma de fazer política, “reconhecendo a importância dos partidos, mas combatendo os seus vícios de endogamia, carreirismo e promiscuidade com o sector privado, que não têm permitido uma evolução social e económica justa e equilibrada. Não pode haver igualdade ou justiça sem o respeito pelo estado de direito democrático e pelos direitos fundamentais, sem a garantia de bens e serviços públicos de qualidade para todos e sem uma distribuição de recursos equilibrada. Quando a desigualdade aumenta, e tem aumentado, a mobilidade social desce”.
Não confiam nas promessas, alegando que apesar delas os problemas se mantêm, como “a falta de reordenamento do território; a mobilidade disfuncional do sistema de transportes públicos; a dificuldade na captação de empresas e o desemprego; o encerramento de serviços públicos e a privatização abusiva de bens essenciais; a falta de médicos e de apoios aos pequenos agricultores, comerciantes e empresários da região; ou o envelhecimento e o despovoamento”, lembrando que a Beira Interior perdeu 40 mil habitantes em 10 anos, questionando o que é que o distrito ganhou “com as promessas e os representantes que lhe têm calhado em sorte”.
“Estar focado nas contas a pagar no final do mês não permite aos cidadãos prestar atenção a outras coisas, valorizar-se e envolver-se de forma mais ativa na vida pública, exercendo a sua cidadania”, afirmam, reiterando que é a possibilidade de fazer diferente e melhor que os move.
Recorde-se que a lista do Livre no círculo eleitoral de Castelo Branco é encabeçada por Miguel Cardoso, seguindo-se Glória Ramos; Ildeberto Gama; Martine Serralheiro; André Azeiteiro; Elsa Ligeiro; Mário Jorge Passarinho; e Margarida Paredes.
O mandatário da lista do Livre é Xavier Canavilhas.