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Leitores: Os pontos nos iii…

Ana Maria Leitão - 13/09/2017 - 16:45

Este erro de interpretação das minhas declarações, quiçá por falta de clareza na forma como me expressei, admito, não pode ficar em claro, porque seria injusto também para o próprio Jornal.

Em primeiro lugar, quero declarar um conflito de interesses: tenho a maior simpatia e apreço pelo jovem jornalista José Furtado. Penso que é recíproca e, por isso mesmo, ele me deu a oportunidade de voltar a expressar-me sobre um assunto que, para mim e para a CDU, é da maior importância: a defesa dos trabalhadores do concelho.

Na edição do jornal, do dia 7 de setembro de 2017, página 6, o José Furtado atribuiu uma pequena coluna cujo título era “A manchete sem linha” referindo que no debate televisivo sobre Autárquicas, emitido dia 1 de setembro eu dissera que “não vi uma linha num jornal” sobre o despedimento de dezenas de trabalhadores da ex Scutvias, hoje propriedade da Globalvia.

Este erro de interpretação das minhas declarações, quiçá por falta de clareza na forma como me expressei, admito, não pode ficar em claro, porque seria injusto também para o próprio Jornal, que como diz o José Furtado fez deste caso manchete por duas vezes, uma das quais com um comunicado escrito por mim própria. Portanto, eu que leio toda a comunicação social escrita, do Concelho, guardo recortes, inclusivamente, não poderia fazer tal afirmação. Aliás, já tinha conversado pessoalmente com o José sobre este assunto (nem com o nervosismo de estar na televisão, nem com a pressão de ter apenas 10 minutos para passar muita informação importante, eu cometeria tal lapso).

As minhas declarações ipsis verbis, como se pode confirmar no endereço www.rtp.pt/play/p3801 e 304568/autarquicas-2017, foram: “ A Globalvia, que por acaso despediu cerca de 50 trabalhadores…dezenas de trabalhadores… e eu não vi nenhum dos candidatos preocupados com isso (porque preocupamo-nos muito em trazer investimento, captar emprego) mas durante este tempo de pré campanha…cerca de 50 trabalhadores da Scutvias vieram para o desemprego e eu não vi nem uma linha nos jornais “, subentendendo-se, “uma linha nos jornais” por parte dos candidatos. Era aos candidatos à Câmara de Castelo Branco que eu me referia e não aos Jornais.

Ao longo da minha vida de militante do PCP, infelizmente, já estive ao lado de muitos trabalhadores que, no concelho, perderam o emprego, na área das confeções e outras. A minha preocupação e da CDU não se prende com o momento eleitoral, mas com a escolha do lado daqueles que mais necessitam do nosso partido- os trabalhadores.

Relembro, para terminar que este processo da Scutvias segue a cartilha do capitalismo selvagem, que só vê lucro, não vê rostos, pessoas, gente. Basta acompanhar o que se passa atualmente com a Altice e outras empresas que no país, exploram os trabalhadores, usam e deitam fora como se de coisas se tratassem. São compradas por empresas estrangeiras, que têm sempre de reestruturar e despedem “a torto e a direito”. Brevemente, infelizmente, teremos, no concelho uma outra empresa, com centenas de trabalhadores, que usará o mesmo velho método. Eu e a CDU também estaremos lá.

Erros acontecem, resolvem-se e segue-se em frente.

Ao jovem José Furtado e a todos os jornalistas do nosso concelho que não têm vida fácil, desejo as melhores condições de trabalho, salários justos e dignos.

 

Nota de redação: O Reconquista resolveu esclarecer a situação depois de ter sido chamado a atenção por vários leitores, que tinham acompanhado o caso da Scutvias pelas suas páginas. A interpretação das palavras – da parte de quem viu o debate e de quem escreveu (e também o viu) – foi a de que o jornal tinha ignorado o caso. Tratando-se de um debate na televisão, em sinal aberto e horário nobre, não podíamos ficar indiferentes. Ficamos agora esclarecidos quanto ao sentido das mesmas.

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