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Prova: Ultra trail da Gardunha chega no mês de abril

Artur Jorge - 13/03/2018 - 9:33

É uma nova marca que se abre no universo dos trail em Portugal. Pretende afirmar-se como “muito mais que uma prova desportiva”.

Miguel Batista, atleta da ABCansado Trail, é um dos impulsionadores do UTG

UTG. Nasce uma nova marca no universo dos eventos de trail em Portugal. Tem como centro geográfico a Serra da Gardunha e constitui “o maior desafio de 26 anos de Associação do Bairro do Cansado”, como acentuou o presidente da coletividade, João Serra, ao fim da tarde de terça-feira, durante a apresentação do Ultra Trail da Gardunha (UTG), prova que estará no “coração da Beira Baixa” – a expressão pertence a Miguel Batista, atleta e elemento da organização – a 14 de abril.

O concelho de Castelo Branco entra na rota das ultradistâncias das provas de trilhos com esta proposta validada pela Associação de Trail Running de Portugal (ATRP), a organização que dentro da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) regula a modalidade. A Câmara de Castelo Branco é parceira deste desafio que, segundo Luís Correia, “será muito mais que uma prova desportiva”. O autarca albicastrense vê neste projeto uma prova aberta ao turismo, face ao potencial de envolvimento que os trail alimentam: número elevado de participantes e famílias por arrasto.

Um Ultra Trail de 50 km, com um percurso que dará a volta à serra, por Louriçal, Castelo Novo, Alpedrinha, Alcongosta, Souto da Casa e S. Vicente da Beira, e propostas mais acessíveis de 22 km, 13 km (mini trail) e uma caminhada de 11 km (grau alto de dificuldade) compõem o programa, que tem inscrições abertas até 24 de março e já 350 inscritos até ao momento.

Há mais de um ano que UTG está a ser projetado, “ainda a serra era verde”, como frisaram no lançamento no UTG Miguel Garcia e Pedro João Serra, presidente da Junta de Freguesia de Louriçal do Campo. Este autarca entende que é um novo caminho na promoção do território e garante um conjunto de atividades associadas que acrescentará amplitude à componente desportiva, como um “game day” com jogos de consola, rede de internet, tasquinhas, jogos tradicionais, produtos regionais e outras animações. Este responsável confia muito nas “atividades ligadas à natureza” e anuncia, no seguimento, “a criação de um plataforma de asa delta”, a ser inaugurada oportunamente. Quer que o UTG seja “um dia para as famílias”.

Este evento constitui um grito de resiliência, depois dos fogos que queimaram a mancha verde. “Não baixamos os braços e queremos reflorestar a Gardunha”, frisou João Serra, da Associação do Bairro do Cansado, que anunciou uma equipa no terreno superior a uma centena de voluntários, para assegurar toda a logística do evento.

Potenciar na esfera desportiva e económica a Serra da Gardunha, “trazendo movimento ao sopé e explorando a beleza dos trilhos, levadas, azenhas e caminhos romanos”, é desiderato do UTG.

 

 

Uma árvore por inscrição

Já há 350 inscrições realizadas mas o número vai crescer, visto que o prazo limite encerra a 24 de março. O UTG vai contribuir para a reflorestação da Serra da Gardunha: por cada inscrição será plantada uma árvore.

“As árvores serão plantadas posteriormente por nós, quando for adequada a plantação”, refere Miguel Batista.

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