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Arquivo: Edição de 19-11-2009

SECÇÃO: Sociedade

Armindo Jacinto apresenta Geopark nos EUA

Universidade de Berkeley quer cursos no Geopark

A Universidade de Berkeley e o Geopark Naturtejo voltaram a afirmar a intenção de desenvolver projectos de investigação e cursos comuns. Essa é uma das principais conclusões da visita efectuada pelo presidente da Naturtejo, Armindo Jacinto, aos Estados Unidos.

Por: João Carrega

19 de Novembro de 2009 às 16:59h

A Universidade de Berkeley, na Califórnia, e o Geopark Naturtejo estão a definir propostas concretas de colaboração, que visam a mobilidade de estudantes entre os dois países e trabalhos de investigação no Geopark Naturtejo. Esses foram os principais resultados da visita que o presidente da Naturtejo, Armindo Jacinto, efectuou à universidade americana, na última semana.

De acordo com aquele responsável, "de todos estes encontros resultaram muitos contactos para várias propostas de colaboração e cooperação, entre o território do Geoparque Naturtejo e a Universidade de Berkeley, das quais se destacam a possibilidade de enviar estudantes para Berkeley, para licenciaturas, mestrados, doutoramentos, a perspectiva de recebermos estudantes de Berkeley, no nosso território, e a realização trabalhos de investigação em áreas do Geopark. Foram ainda estabelecidos contactos comerciais no sentido de fazer trocas de produtos regionais e turísticos", explica.

Armindo Jacinto, que durante uma semana participou em actividades na Universidade da Califórnia (Berkeley), onde a apresentou o Georpark Naturtejo e estabeleceu reuniões de trabalho com responsáveis da instituição, pretendeu com esta visita dar mais um passo para o estabelecimento de parcerias efectivas entre aquela universidade e o território Naturtejo. Recorde-se que a aproximação à Universidade de Berkeley teve iniciou durante a Feira Raiana, em Setembro passado, na vila de Idanha-a-Nova. E a ideia passa por envolver também o Instituto Politécnico de Castelo Branco, através da sua Escola Superior de Gestão, e a Universidade do Minho.

Nessa altura, Candace Slater, docente naquela que é uma das mais conceituadas universidades americanas, confirmou esse interesse ao Reconquista. “A semente está lançada. Trata-se de um projecto que está a dar os primeiros passos e que poderá envolver projectos de investigação académica”, começa por explicar a professora norte americana, para quem “o processo deve avançar de forma cuidadosa, sem pressas”.

Para o responsável português esta é uma excelente oportunidade de desenvolvimento: “o que a Universidade de Berkeley representa em termos mundiais, ao nível da investigação e do ensino, é muito importante para o desenvolvimento desta colaboração. Da nossa parte queremos que ela seja efectiva, tanto mais que essa universidade possui um Departamento de Estudos Luso-Americanos e uma grande comunidade açoriana”.

Contactos importantes

Além do contacto com alunos e professores do Planeamento Ambiental, Geólogos, Biólogos, Arqueólogos, Gestão, Humanidades, arquitectura Paisagista, Direito, entre outros da Universidade de Berkeley, Armindo Jacinto destaca outros efectuados com elementos da Xiamen University da China e da London Metropolitan University de Inglaterra.

"Houve ainda a possibilidade de participar nas reuniões de trabalho do grupo de Gestão do Portugueses Studies Program, o que nos permitiu perceber os projectos realizados e em curso neste Programa, o qual tem um Orçamento para 2009/2010 de 130.000 USD", acrescenta Armindo Jacinto. Dessas actividades, o responsável da Naturtejo dá como exemplo a Organização de Exposições e Congressos, em colaboração com a Comunidade Portuguesa, o Governo Português e outras entidades de Portugal e dos Estados Unidos; bem como estudos em Planeamento Ambiental, desenvolvidos em Portugal por Matt Kandol.

Sendo uma das mais conceituadas universidades do mundo, Berkeley (que tem 33 mil alunos) funciona com verbas do estado, mas também de donativos privados. E foi assim que um antigo milionário açoriano (Pinto, de sue nome) contribuiu para a instituição deixando-lhe milhões de dólares e diversas aplicações. Em 2008/2009, o Fundo para Estudantes "Pinto" apoiou 48 alunos luso-americanos bolseiros, bem como financiou 28 outros alunos do Curso de Verão feito em Portugal.

O presidente da Naturtejo considera que a visita de trabalho foi muito positiva. Além das apresentações efectuadas a várias turmas, Armindo Jacinto estreitou contactos com alguns dirigentes da Universidade, como "os responsáveis pelo Portuguese Studies Program (PSP), Matt Kandolf (director do Programa), Candace Slater (professora de Português/Espanhol, anterior directora do Programa) e Deolinda Adão (Luso-Americana), Professora de Português/Espanhol.

Armindo Jacinto visitou ainda empresários agrícolas das áreas rurais da Califórnia, sobretudo produtores de vinho de grande qualidade. "Contactos que me permitiram ver pequenas localidades rurais, que estão muito bem preparadas para receber fluxos turísticos, com lojas gourmet, as quais oferecem produtos regionais de qualidade".

No final houve oportunidade de conhecer a Comunidade Portuguesa e participar em programa da rádio em língua portuguesa, na Rádio Comercial da Califórnia, bem como visitar associações e clubes onde assistimos à vitória de Portugal contra a Bósnia, em futebol, para grande delírio dos lusos e luso-americanos presentes.

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