Arquivo: Edição de 24-04-2008
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SECÇÃO: Sociedade |
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Em regiões menos povoadas e com maiores dificuldades de cobertura Televisão digital pode chegar mais tarde ao InteriorUma parte significativa da população portuguesa, que reside no Interior, pode ficar sem televisão quando o sinal analógico for desligado. A solução passa por introduzir equipamentos complementares. 24 de Abril de 2008 às 09:35h Quando em 2012 o sinal analógico for desligado, a Televisão Digital Terrestre (TDT) poderá não chegar a todos os concelhos do Interior, e levar mesmo mais alguns anos a sintonizar em relação ao resto do país. Apesar disso, não há motivo para preocupação, uma vez que no prazo máximo de três anos, o sinal digital chegará a 99% da população, salienta um dos responsáveis pela assistência técnica e formação da Televes, Pedro Ribeiro, que na sexta-feira passada, dia 18 de Abril, participou na sessão de esclarecimento sobre “ITED e a Televisão Digital Terrestre”, promovida em parceria com a Associação Empresarial da Região de Castelo Branco (Nercab). Notícias recentes na comunicação social nacional evidenciam a possibilidade de a difusão terrestre digital vir a cobrir apenas 86% da população, deixando de fora uma grande parte dos concelhos do Interior. O alerta foi dado numa conferência na Escola Superior de Telecomunicações de Seia, pelo responsável técnico pela teledifusão no Interior do país, Filipe Varandas, segundo noticiou o Diário de Notícias. “O concurso prevê a cobertura percentual da população e não do território e permite que 14% da população seja servida através de meios alternativos que não a difusão terrestre. Isto levará a que o vencedor do concurso instale os equipamentos nos centros mais populosos, e deixe as zonas menos populosas para um segundo plano”, afirmou Filipe Varandas, citado pelo DN. Mas também é certo que o concurso público para a implementação da TDT prevê o recurso a meios de cobertura complementares, desde que a população abrangida por esses meios não exceda 14% da população nacional. Filipe Varandas alerta que estes 14% da população serão os centros menos populosos e com maiores dificuldades de cobertura. No seu entender, a alternativa será “a instalação maciça de parabólicas nas casas das pessoas ou a ausência de televisão”. Ministro garante sinal digital Já o responsável da Televes acredita que o sinal digital terrestre chegará a todo o território nacional, uma vez que o próprio concurso prevê a sua implementação de forma faseada. Pelo que, no prazo máximo de três anos, o vencedor do concurso deverá garantir uma cobertura em todos os distritos, abrangendo no total, pelo menos 99% da população nacional. “Há várias alternativas possíveis, como o cabo e o satélite, para receber o sinal digital. À partida irá correr bem! Não há motivos para preocupação”, considera Pedro Ribeiro. Entretanto, depois da polémica estalar nas páginas dos jornais, o gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares responsável pelo lançamento do concurso da TDT, Augusto Santos Silva, emitiu um comunicado garantindo que a implementação de meios alternativos à TDT no Interior serão subsidiados pelo Estado. Segundo o DN, o ministro assume a existência de uma franja de 14% da população que poderá ser servida por meios complementares de difusão, mas assegura que este “é um limite máximo”. De acordo com o comunicado, continua do DN, “não haverá qualquer diferença entre quem beneficie de cobertura terrestre ou por meios complementares”. O gabinete de Santos Silva adianta que nos casos em que "a cobertura de determinada população for efectuada por meio complementar, o titular do direito de utilização de frequências deverá subsidiar, em valor a determinar e tendo em conta o meio complementar, toda a população em causa, por forma a que esta tenha acesso ao conteúdo do sinal pela mesma importância da população das zonas cobertas pela componente terrestre.” Nelson Mingacho
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