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Arquivo: Edição de 03-07-2008

SECÇÃO: Castelo Branco

A associação esteve em França
A associação esteve em França
Associação com muitos projectos na manga

Palmeiras com obras e animação para a cidade

A ida a França, o festival de folclore à porta, um CD pronto a lançar e as obras na sede mostram a vitalidade da Associação “As Palmeiras”.

Por: José Furtado

2 de Julh de 2008 às 18:59h

A Associação Cultural e Recreativa “As Palmeiras”, de Castelo Branco, está a pouco tempo de iniciar as obras na sua sede. O projecto contempla a ampliação de instalações, com vista à criação de uma sala de ensaios e duas salas de formação específica. A Banda Filarmónica Cidade de Castelo Branco – um dos projectos mais recentes da associação – é quem vai ganhar mais com estas obras, orçadas em cerca de 70 mil euros e apoiadas pela Câmara Municipal de Castelo Branco. Este é um dos exemplos da boa forma da associação, que esteve em França, prepara mais um festival de folclore e até o lançamento de um CD. Mas vamos por partes.

O Rancho Folclórico das Palmeiras esteve em terras gaulesas entre 12 e 16 de Junho. O destino foi Saint Loup Sur Semouse, a convite de uma associação portuguesa. Apesar de estar longe de Portugal, a comitiva de Castelo Branco sentiu-se em casa. Davide Jacinto, o presidente da direcção das Palmeiras, explica que nos anos fortes da emigração, nomeadamente nas décadas de 70 e 80, Saint Loup Sur Semouse chegou a ter cerca de 1 500 portugueses entre os seus 5 000 habitantes.

O rancho foi bem recebido pelas entidades oficiais francesas mas as maiores demonstrações de carinho vieram, como seria de esperar, da comunidade portuguesa. “Para nós foi um prazer estar com os nossos emigrantes, porque eles também estão sempre ávidos de receber algo de Portugal”, diz o dirigente das Palmeiras.

Já em solo albicastrense, o rancho prepara-se para mais um Festival de Folclore Cidade de Castelo Branco, que organiza a 12 de Julho. Em Castelo Branco vão estar ranchos de Braga, Matosinhos, Manique do Intendente, Aveiro e Pombal. Esta é uma das organizações mais complexas das Palmeiras e percebe-se o porquê nas palavras de Davide Jacinto. “É uma actividade que movimenta muitas pessoas, estamos a falar de seis grupos de folclore (com o da casa) cada um com uma média de 50 pessoas”.

O público tem sido generoso e a prova disso está na maneira como enche o recinto de festas ano após ano. O festival é também uma oportunidade para a associação angariar receita, essencial para o desenvolvimento das suas actividades, nomeadamente as de formação.

A banda filarmónica, fundada em 2005, é única na cidade de Castelo Branco. “Estou convencido que outras pessoas já tiveram a mesma ideia, mas isto tem muitos custos e não é fácil arrancar”, diz o presidente das Palmeiras. Dos cerca de 35 elementos, à volta de 20 são jovens com menos de 16 anos.

Concertinas apresentam CD

Sucesso é também a palavra que define o percurso do Grupo de Concertinas das Palmeiras. Exemplo disso é a edição de um CD. Este será apresentado na próxima terça-feira (8 de Julho) na Devesa, no âmbito das festas da freguesia de Castelo Branco.

Neste momento há cerca de meia centena de pessoas a aprender concertina nas Palmeiras “e estão constantemente a chegar pessoas para se inscrever”, assegura Davide Jacinto. O entusiasmo de Rui Alves tem sido uma das forças do projecto, que também se encontra na internet alojado no blog www.amigosdaconcertina.blogspot.com.

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