Arquivo: Edição de 23-10-2008
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SECÇÃO: Destaque |
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Já são conhecidas as verbas a investir pela Administração Central no Distrito em 2009 Tenham Pi(e)ddac de nós!Entre 18 Distritos, o de Castelo Branco figura em penúltimo em termos de investimentos do plano regionalizado de investimentos da Administração Central para 2009. O tempo é de crise, mas deputados e autarcas, como é habitual, fazem leituras diferentes.
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Vitor Tomé Feitas as contas, no ano 2009, a Administração Central vai investir 39,7 milhões de euros em obras no Distrito de Castelo, o que corresponde a 1,22 por cento do dinheiro total destinado a obras no País. Os números são do Plano de Investimentos da Administração Central, o chamado Piddac regionalizado, e correspondem a uma quebra de 36 por cento em relação ao investimento previsto para 2008, que rondava os 62 milhões de euros. O tempo é de vacas magras e é certo que outros investimentos estão previstos para o Distrito, embora não contemplados em Piddac, como acontece por exemplo com as estradas, caso da requalificação da estrada da A23 a Penamacor, do IC8 e da EN351, como refere a deputada socialista Hortense Martins. “É necessário perceber que a componente do Piddac não regionalizado aumentou bastante, pelo que as verbas estão cada vez menos regionalizadas”, adianta, garantindo que os deputados socialistas vão fazer uma leitura “mais aprofundada dos documentos” para depois apresentarem a sua visão do Piddac, em conferência de Imprensa, nos próximos dias. Também o presidente da Câmara de Proença, Paulo Catarino, cujo Concelho volta a ter zero euros em Piddac, alinha pela mesma argumentação. “O Concelho não tem razão de queixa. Se fosse como era há alguns anos atrás, teríamos lá previstos os cerca de 20 milhões de euros que estão a ser investidos na EN35, bem como os 400 mil euros que estão a ser investidos nas medidas de acalmia de tráfego em Moitas. O importante é o investimento, independentemente da rubrica através da qual chega o dinheiro”, afirma. Certo é que, já no Piddac de 2008 e até no de 2007, as estradas não estavam contempladas na versão regionalizada. E a quebra é grande, em relação ao ano passado e algum dinheiro previsto para 2009 chega para suportar custos com obras que já estão concluídas, como acontece, por exemplo, no Fundão. “O Piddac para o Concelho do Fundão é a vergonha habitual. Dos cerca de 123 mil euros, 70 mil são para o Pavilhão Desportivo da Escola Serra da Gardunha, que já está concluído. O restante vem para o Lar de Idosos de Valverde depois de muita insistência e trabalho das entidades ligadas ao projecto”, afirma o presidente da Câmara, Manuel Frexes.
Os eleitores é que decidem
Manuel Frexes considera que “o PS deixou de investir nos Concelhos do Interior, abandonando assim a sua obrigação de assegurar bem-estar e conforto às populações, onde quer que elas estejam”. Ciente que “a estratégia política é errada”, considera que a única possibilidade dos eleitores “escolher um outro Governo e um outro caminho para o País, com mais equilíbrio, mais emprego e que não promova esta apagada e vil tristeza”, pois “se não fossem os autarcas não havia um cêntimo do dinheiro dos nossos impostos no Interior. Mais comedido é o presidente da Câmara de Oleiros, o social-democrata José Marques, cujo Concelho recebe 500 mil euros destinados ao Centro de Saúde. “No que diz respeito às obras da responsabilidade do Governo, era aquilo que estava acordado”, afirma. Apesar de falar assim, o autarca lamenta que “quando se fala tanto em defender o Interior, não se compreende que Castelo Branco apareça em penúltimo lugar entre 18 Distritos, em termos de verbas”. Aceita que a crise é internacional e afecta todos, mas recorre ao adágio popular para explicar o seu sentir: “Quando a crise é grande, deveria ser para todos, pelo que o mal devia ser distribuído pelas aldeias. Mas parece que não foi assim”. Mais satisfeito está o presidente da Câmara de Castelo Branco, cujo Concelho terá investimentos da ordem dos cinco milhões de euros, sobretudo para o novo Estabelecimento Prisional (1 milhão 250 mil euros), Quartel da GNR de Alcains (1 milhão e 600 mil euros), Centro de Formação (cerca de um milhão de euros) e requalificação do Palácio da Justiça (cerca de 500 mil euros). “As obras que Castelo Branco tinha previsto entrarem em Piddac estão lá. A época é de contenção, mas também tem de haver a montante quem trabalhe e apresente propostas para que possam vir em Piddac”. De referir que, na Covilhã, as obras principais são a Faculdade de Ciências da Saúde (com cerca de três milhões de euros), a remodelação do Palácio da Justiça (mais de 800 mil euros), a recuperação do Parque Escolar (300 mil euros) e o Lar de Idosos de Cantar Galo (cerca de 112 mil euros). Dos restantes concelhos destacam-se o Quartel da GNR em Vila de Rei (600 mil euros) e a recuperação do Palácio da Justiça da Sertã (360 mil euros). Em Idanha será construído o Campo Nacional de Escutas, no Monte Trigo, num investimento de 12 mil euros. Finalmente, Ródão (91 mil euros) e Vila de Rei (176 mil euros) recebem verbas para aplicação em redes culturais.
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