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Arquivo: Edição de 29-01-2009

SECÇÃO: Destaque

Comunidades unem-se para desenvolver 15 concelhos

A colaboração passou ao papel
A colaboração passou ao papel

Pinhal e Tejo repartem 103 milhões

As comunidades intermunicipais do Pinhal Interior e Médio Tejo uniram-se para repartir a verba por projectos em várias áreas. O acordo foi assinado na Sertã.

Por: José Furtado

29 de Janeiro de 2009 às 14:26h

Quinze concelhos das comunidades intermunicipais do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul uniram-se para investir até 2013 mais de 103 milhões de euros, em projectos regionais nas áreas da economia, educação, turismo ou património, entre outras. A união foi formalizada na passada semana na Sertã, sede da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Sul.

Os municípios que assinaram o acordo comprometem-se a colaborar na apresentação de candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), sabendo desde já que dos 103 milhões previstos contam com um apoio da União Europeia na ordem dos 62 milhões de euros. No entanto o bolo pode não ser suficiente, por culpa dos centros escolares que as autarquias têm de construir nos respectivos concelhos para concentrar os alunos das escolas do primeiro ciclo que vão encerrando. António Oliveira Rodrigues, o presidente da Unidade Directiva do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul, adivinha contas difíceis ou até mesmo impossíveis de fazer dentro dos limites impostos. “Não estou a ver como muitos de nós conseguem, dentro da lei, arranjar meios para não ultrapassarem o endividamento só para construírem os centros escolares”, vaticina aquele responsável.

A Unidade Directiva do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul, que Oliveira Rodrigues dirige, tem como função coordenar a execução dos objectivos acordados entre os 15 municípios. Mas só cinco têm assento neste órgão, onde o distrito de Castelo Branco está representado apenas pela Sertã.

José Paulo Farinha, o presidente da Câmara da Sertã e da Comunidade do Pinhal Interior Sul, diz que o acordo a que as duas comunidades chegaram “é uma viragem sem precedentes no perfil das relações intermunicipais”, defendendo que estas devem continuar unidas para lutar por interesses comuns.

Fernando Sousa, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, espera que a união entre as duas comunidades marque também um andamento diferente dos projectos de financiamento no âmbito do QREN, que devia ter arrancado em 2007, o que não aconteceu. Uma crítica que atravessou todos os discursos e que Oliveira Rodrigues resumiu numa frase dirigida ao Terreiro do Paço: “já partimos muito atrasados, não por culpa nossa mas de quem manda neste país”.

Os dados estão lançados para o futuro dos 15 municípios envolvidos. No Pinhal Interior Sul estão à espera da sorte grande os concelhos da Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova, Vila de Rei e Mação. Do Médio Tejo vão a jogo Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

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