Arquivo: Edição de 23-07-2009
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SECÇÃO: Destaque |
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João Paulo Catarino apresenta recandidatura no domingo Prioridade será o empregoCaptar projectos que criem postos de trabalho, apostar na acção social e na política de proximidade às aldeias são três das ideias força que o presidente da Câmara de Proença, João Paulo Catarino, vai defender na cerimónia de apresentação da sua recandidatura ao cargo, marcada para o próximo domingo, no Jardim de Santa Margarida, a partir das 17 horas. O autarca apresenta-se encabeçando uma lista parcialmente renovada, pois está garantida a presença de uma mulher no terceiro lugar da lista à Câmara. Por:
Vitor Tomé Captar projectos que criem postos de trabalho, apostar na acção social e na política de proximidade às aldeias são três das ideias força que o presidente da Câmara de Proença, João Paulo Catarino, vai defender na cerimónia de apresentação da sua recandidatura ao cargo, marcada para o próximo domingo, no Jardim de Santa Margarida, a partir das 17 horas. O autarca apresenta-se encabeçando uma lista parcialmente renovada, pois está garantida a presença de uma mulher no terceiro lugar da lista à Câmara. Mas espera eleger quatro vereadores. A lista à Assembleia Municipal será agora encabeçada por Arnaldo Cruz, presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e de Protecção Civil. Numa conversa mantida com o Reconquista, João Paulo Catarino explica as razões pelas quais concorda com a limitação de mandatos autárquicos, bem como com a impossibilidade das denominadas candidaturas duplas. Adianta ainda as obras que o futuro Governo não pode deixar de continuar a apoiar, por serem decisivas para o Concelho e para a região. Qual foi a grande razão que o levou a apresentar a recandidatura? Quem abraça um projecto desta dimensão, não o cumpre em quatro anos, mas eventualmente em oito, ou 12. Definimos um projecto global para o Concelho, que queremos cumprir e, por isso, apresentamos a nossa recandidatura. Quais são as grandes linhas de acção previstas para o próximo mandato? A grande prioridade em que nos vamos concentrar é no desenvolvimento do Parque Empresarial de Proença-a-Nova, na ex-Sotima. É por aí que passa o futuro e a estabilidade do Concelho. O nosso objectivo será o de materializar projectos em curso e criar outros novos, que criem emprego efectivo e estável. Mas queremos também continuar a modernizar o Concelho, quer de uma forma geral, como fizemos neste mandato, quer especificamente nos maiores aglomerados populacionais, como Proença-a-Nova e Sobreira Formosa. Isto sem esquecer o apoio social a idosos e a famílias carenciadas, além da acção social escolar. Finalmente, é preciso manter, se possível, e melhorar a nova imagem que o Concelho ganhou no exterior. O mandato que agora termina fica marcado por obras como os novos Paços do Concelho, o Parque Urbano, a requalificação urbana, mas também pela criação do Parque Empresarial no espaço da ex-Sotima e a abertura do Ciência Viva. Tendo em conta as expectativas de partida, que balanço faz destes quatro anos? Essas obras já nos permitiriam fazer um balanço extremamente positivo. Mas essas são só as mais visíveis. Fizemos outras, que são menos visíveis, mas igualmente importantes. Requalificámos mais de 20 sedes de colectividades, desenvolvemos um trabalho de proximidade nas aldeias e implementámos um projecto integrado de acção social. O nosso balanço é positivo e espera que também o seja para os proencenses. Já tem a equipa definida para os próximos quatro anos? A equipa será a mesma, com duas pequenas diferenças. Para respeitar a Lei da Paridade, o terceiro lugar da lista à Câmara será ocupado por uma mulher. Mas iremos continuar a trabalhar com todos os elementos da equipa actual, pois não será impossível elegermos quatro vereadores. Mesmo que assim não suceda, conto com o apoio de todos os elementos na Câmara Municipal. Na Assembleia Municipal, o Dr. Mário Fernandes assumiu a coordenação do Centro de Saúde, pelo que optou por não integrar as listas neste mandato. Vai porém presidir à Comissão de Honra da minha recandidatura. Para encabeçar a lista convidámos o Major General Arnaldo Cruz, actual presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. É o presidente de Câmara mais jovem do Distrito e o único que se poderá recandidatar daqui a quatro anos, caso vença a próxima eleição. Qual é o seu relacionamento com os outros autarcas? A relação é boa, de uma forma geral. O Distrito está bem servido de autarcas, pois são pessoas que colocam as grandes questões da região acima dos partidos. O que pensa da limitação de mandatos? Seria preferível que os presidentes de Câmara pudessem cumprir dois mandatos de cinco anos cada. Mas concordo inteiramente com a limitação. Em projectos como estes, há sempre novas coisas para fazer, pelo que, por vezes, é difícil as pessoas pensarem em dar o lugar a outros. Assim, já sabem que, no máximo, ao fim de 12 anos, voltam à sua carreira profissional ou abraçam outros projectos. Foi candidato independente nas listas do PS. Essa foi uma boa opção? Atendendo à conjuntura que se vivia há quatro anos, foi uma boa opção. Se nos apresentássemos numa lista independente, nunca teríamos o apoio que tivemos. Além disso, o Partido Socialista entendeu a Câmara de Proença como se fosse socialista desde a primeira hora. Tivemos um apoio importante e, acima de tudo, o Concelho ganhou muito com isso. O que pensa da proibição das candidaturas duplas no PS? Concordo inteiramente com essa posição. Faz todo o sentido. Quando abraçam um projecto em política, as pessoas devem levá-lo até ao fim. Não devem estar em dois lugares ao mesmo tempo ou estarem num lugar a pensar que pode ser um trampolim para outro. Isso é um obstáculo à renovação dos políticos e das políticas. Agora, depois de cumprirem os seus mandatos, têm toda a legitimidade para assumir outros cargos. Quais são as grandes obras que o futuro Governo deve fazer em Proença e quais é que, sendo da responsabilidade da Câmara, deve o futuro Governo apoiar inequivocamente? Em relação às obras da responsabilidade do Governo, aponto a Barragem do Alvito, cujo processo penso ser irreversível. Falta ainda concluir o IC8 e, além disso, é preciso iniciar a requalificação desta via, que deve passar a quatro faixas. O tráfego já o justifica e essa obra é importante para a região. Relativamente às obras da Câmara que o Governo não deve deixar de apoiar, apontaria o Parque Empresarial. Proença tem condições únicas para criar um pólo empresarial que pode transformar a região do Pinhal Interior Sul, que é uma das que tem níveis de desenvolvimento mais baixo. Por isso, o Governo tem de nos apoiar na captação de investimento.
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