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Arquivo: Edição de 05-11-2009

SECÇÃO: Desporto

Nuno Alves calça as luvas e defende baliza do Vilarregense

Goleador na pele de guarda-redes

A equipa do Centro de Portugal ficou sem guarda-redes antes da partida com o Fundão. E foi o homem dos golos que assumiu a função.

Por: Artur Jorge

5 de Novembro de 2009 às 16:39h

Agora já sabe o que os guarda-redes sofrem com as “maldades” dos avançados. Nuno Alves, o jogador que, muito provavelmente, mais golos tem apontados na história do campeonato distrital da AF Castelo Branco, foi guarda-redes por noventa minutos. Um jogo inteiro. E logo diante do líder da prova!

O “pichichi” do último campeonato calçou as luvas e foi defender a baliza do Vilarregense na partida do último domingo, com o Fundão (0-2). Presidente do emblema desportivo de Vila de Rei, Nuno Alves deu o exemplo à falta do habitual guardião. Pedro Cotrim lesionou-se no treino de 6ª feira e Vitor Tomás, técnico da equipa do Centro de Portugal, ficou com a baliza “despida”. O avançado resolveu o assunto.

“Temos tido muita infelicidade com as lesões. Há mais de um mês que procuramos um guarda-redes e não encontramos. O Nuno Mateus teve que interromper o futebol e o Pedro lesionou-se no último treino da semana. Alguém tinha de assumir. Fi-lo eu, sem problemas”, comenta o atleta, cuja experiência de baliza se cingia “às brincadeiras de treino e ao Desporto Escolar, nos tempos da escola”.

Equipado a rigor, com boné e tudo, Nuno Alves procurou contribuir com a experiência de muitos anos de futebol, “corrigindo e incentivando os colegas”. No primeiro golo não podia fazer nada, “houve mérito do jogador do Fundão na execução de uma bola parada” e no segundo “talvez com mais rotina da posição poderia ter sido evitado”. Mas passou quase uma hora sem ser batido.

Confessa agora que na arte de fazer golos, e de os evitar, “cada missão tem o seu grau de dificuldade específico”, pelo que “cada um é para o que nasce” e Nuno Alves, nos meandros futebolísticos, nasceu para fazer golos. Mas o gosto pelo jogo, leva-o a defender uma expressão muitas vezes utilizada: “jogo onde for preciso”. Desta vez, a sua disponibilidade era necessária na baliza. “O futebol tem de ser uma festa e as pessoas divertiram-se e aplaudiram ao ver-me como guarda-redes”.

O treinador Vítor Tomás elogiou a atitude do jogador e a resposta que deu “numa missão obviamente ingrata”, disse em declarações à Rádio Condestável, no final da partida com a ADF.

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