Arquivo: Edição de 03-12-2009
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SECÇÃO: Destaque |
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Santa Casa lança concurso de 3,5 milhões
Obra do século arranca este anoA Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco acaba de lançar o concurso público para a construção de um edifício que acolherá os cuidados continuados. O investimento é de 3,5 milhões de euros. Guardado Moreira quer lançar a primeira pedra ainda este ano. Tem assim início a obra do século para a instituição.
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João Carrega O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco quer lançar a primeira pedra das obras de construção do edifício para acolher os cuidados continuados de média e longa duração, ainda este ano. José Guardado Moreira diz que dia “11 de Dezembro é a data limite para a entrega de propostas, pelo que ainda gostaria que este ano fosse possível arrancar com os trabalhos”. O novo edifício é o primeiro de um complexo ambicioso que inclui, numa segunda fase, a construção de um outro edifício para acolher doentes de Alzheimer (20 utentes), Parkinson (20) e pessoas singulares não autónomas na sua vida diária. Aqui o investimento será de mais três milhões de euros. Além disso, diz o Coronel Guardado Moreira, “queremos, numa outra fase, construir uma nova creche e jardim-de-infância, um novo lar para idosos (60 camas), uma piscina aquecida e um ginásio, e seis apartamentos independentes para quem esteja válido, mas queira viver no campo e apoiado pela Misericórdia”. Todas aquelas estruturas vão ficar instaladas no Complexo Social Centro Comunitário João Carlos Abrunhosa. O edifício que agora vai ser construído para os cuidados continuados representa um investimento de 3,5 milhões de euros e tem um financiamento de 750 mil euros por parte do Estado. “I¬sto significa que haverá por parte da Santa Casa da Misericórdia um forte investimento, quer por fundos próprios, quer com o apoio dos benfeitores, quer por um empréstimo à banca”, explica José Guardado Moreira, que lamenta o facto do outro projecto de financiamento para a segunda fase das obras, feito ao Programa Operacional do Potencial Humano, não ter sido aprovado.
Nova unidade é fundamental
A nova unidade é, no entender do Provedor Guardado Moreira”, uma mais-valia para a cidade e para a Região. Nós sempre defendemos os cuidados continuados de média duração (até 90 dias). Inicialmente os serviços responsáveis só nos queriam dar Longa Duração. Mas aquilo que a nossa região necessita é de cuidados de média duração, pois a longa já é, de certa forma, prestada pelos Lares”. O novo edifício terá capacidade para acolher 36 utentes de média duração e 17 de Longa Duração. A obra deverá ficar pronta em dois anos. Com esta nova estrutura, diz José Guardado Moreira, “o número de funcionários também irá aumentar, prevendo-se a contratação de mais 50 colaboradores. Um número que, como sublinha, “se vem juntar aos actuais 320 funcionários. Quando a segunda fase estiver concluída teremos que admitir mais 50 empregados”. José Guardado Moreira mostra-se satisfeito com o avanço definitivo do processo para aquela a que chamou a obra do século. A Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco é hoje uma das principais instituições da cidade. Acolhe nos seus dois jardins-de-infância e creches cerca de 200 crianças, tem 420 idosos nos seus lares, 43 nos centros de dia e 250 nos centros de convívio. O apoio domiciliário é prestado a 100 idosos e possui ainda um serviço de acolhimento emergência social com quatro quartos. Os jovens também não são esquecidos e o Centro de Convívio de Jovens, junto à Secundária Nuno Álvares, é frequentado por cerca de 200. Numa outra perspectiva, José Guardado Moreira lembra que a Santa Casa possui um “Centro de Medicina de Reabilitação, três museus - Arte Sacra, Agrícola e Arte Ultramarina (este último inaugurado no passado dia 28), e presta assistência religiosa”.
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