Arquivo: Edição de 04-03-2010
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SECÇÃO: Sociedade |
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PCP analisa investimento e apresenta propostas “Só se faz o que estiver em PIDDAC”Por:
Lídia Barata O Partido Comunista Português (PCP) considera que Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para o distrito de Castelo Branco “não responde aos estrangulamentos e défices estruturais que afectam o distrito e compromete o futuro”. Em conferência de Imprensa, realizada quinta-feira, dia 25 de Fevereiro, Patrícia Machado, acompanhada por Carlos Vale e Fernandes de Matos, da Direcção da Organização Regional de Castelo Branco (DORCB) do PCP, sublinhou que este PIDDAC “reduz o investimento público, com uma quebra de 71,41 por cento desde 2005 e 68,38 por cento relativamente a 2009, o que se traduz em menos 27,09 milhões de euros, representando 0,47 por cento do todo nacional”. Além disso, “é reduzido face às reais necessidades e exclui os concelhos de Belmonte, Idanha-a-Nova, Proença-a-Nova e Sertã e aprofunda a discriminação do Interior”. Fernandes Matos reitera que “o investimento que tem vindo a ser anunciado não é prioritário, não cria empregos, nem riqueza, pelo que é necessário alterar a ordem de prioridades, se é que o Governo quer um país equilibrado e homogéneo”. E afiram que “há uma confusão que este Governo tem lançado, dizendo que se há obras que se não estão em PIDDAC, serão financiadas por outros projectos ou programas, mas acontece que isso é uma falácia, porque a componente nacional tem de estar sempre inscrita neste Plano, ou seja, o que não estiver em PIDDAC não se faz”. E lamentam que os deputados eleitos pelo PS no distrito aceitem esta situação, mas apontam igualmente o dedo ao PSD e CDS que, dizem, “ajudaram a cozinhar o Orçamento de Estado e contribuíram para inviabilizar o Plano de Emergência para o Distrito, apresentado pelo PCP”, afirmando que “o distrito continua a ser o parente pobre à mesa do Orçamento”. O PCP dá também conta que, através do seu Grupo Parlamentar, faz propostas que considera responderem às necessidades do distrito e carecem de concretização, a nível do Ensino Superior (construção do bloco pedagógico da ESART, dotação de equipamentos informáticos e audiovisuais para a UBI e IPCB, recuperação do pólo Ernesto Cruz na UBI e construção de uma residência estudantil na UBI), do Ambiente e Ordenamento do Território (Barragem do Alvito, Baragem Salgueiro-Cafede, construção no Parque Natural do Tejo Internacional da ligação entre Malpica do Tejo e o rui, com melhoramentos no cais e Parque Natural da Serra da Estrela), da Educação e Ensino (requalificação dos edifícios da Escola Secundária Frei Heitor Pinto e construção de espaço coberto de ligação entre edifício na EB 2/3 Pedro da Fonseca), da Saúde (Centro de Saúde da Sertã), e Administração Interna (construção do quartel da GNR no Tortosendo e novas instalações para a PSP em Castelo Branco). No âmbito das acessibilidades, “o PCP irá apresentar um pacote nacional em que estarão incluídas as propostas da construção da via periférica à Covilhã, o túnel de Alvoaça, o alargamento da Ponte da Senhora da Graça em Idanha-a-Nova, o IC31 entre Alcains e Monfortinho, a ligação de Penamacor à A23 pelo Fundão, a construção da passagem desnivelada à via-férrea em Vila Velha de Ródão, a electrificação da Linha da Beira Baixa entre Castelo Branco e Guarda e a beneficiação da Estrada Nacional 18-3 entre Caria e Sabugal”.
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