Arquivo: Edição de 04-03-2010
|
SECÇÃO: Desporto |
||
|
Gala de Kickboxing aqueceu a noite albicastrense
Ao bom estilo de Van DammeDurante três horas duas dezenas de atletas combateram em cima de um ringue. A adrenalina subiu e os atletas da casa não deixaram créditos por mãos alheias. Mãos e pés!
Por:
Artur Jorge Do “fight-night”, a gala do kickboxing em Castelo Branco, saíram dois vencedores locais. André Simões, que participou no combate mais empolgante da noite, e Patrick Santos, que beneficiou da lesão de um adversário da Figueira da Foz na “luta” que encerrou o programa, viram os árbitros erguer-lhes o braço. Cerca de uma centena e meia de pessoas desafiou as condições climatéricas adversas da noite do último sábado, 27 de Fevereiro, e foi apoiar os atletas e ver como é o kickboxing em cima do ringue. A polémica que há quase dois anos afecta a Federação da modalidade (ver caixa) e que tentou ser transportada para este evento, acabou por não impedir o objectivo de divulgação e o esforço que a Associação de Kickboxing de Castelo Branco colocou na realização do mesmo. Houve até oportunidade de recuar na história e fazer um reconhecimento àqueles que nos primeiros anos da década de noventa iniciaram o kickboxing na cidade albicastrense. Paulo Ribeiro, que fez o papel de speaker, deixou uma palavra especial a Rui “the killer” Garcia, que foi seu atleta e chegou a campeão nacional. Hoje tem mais uns quilinhos. Já Fernando Mota, treinador e um dos grandes impulsionadores da Associação local, recebeu do Mestre o cinto negro. Foi a terceira gala de kickboxing em Castelo Branco. Na memória de alguns ainda estará aquele despique pelo título europeu nos idos de oitenta em pleno Pavilhão Afonso de Paiva, quando um belga não precisou mais de dezoito segundos para colocar KO o adversário português. Momentos de expressão no seio da modalidade que os actuais agentes querem recuperar. Na noite do último sábado falou-se mesmo da hipóteses da cidade beirã poder vir a acolher, futuramente, um campeonato mundial. Como disse Dina Pedro, a mais campeã de todas: “é andar para a frente com uma boa dose de loucura e outra de amor à modalidade”. A antiga profissional, que participou num “reality-show” televisivo, foi uma das figuras da gala albicastrense, comandando os seus pupilos. Outro ex-campeão mundial (full-contact) que disse presente foi Bruno Santos. O calor dos combates aqueceu o “fight-night”. E houve alguns bem intensos. Todas as disciplinas do kickboxing passaram pelo “palco”. Mesmo não ganhando como os companheiros André Simões e Patrick Santos, André Almeida e Carla Mateus não deixaram créditos por mãos alheias. Assim como os pequeninos das escolinhas de kickboxing que Sara Oliveira conduziu no ringue. Há ali muito entusiasmo. “A Associação de Castelo Branco está a desenvolver um magnífico trabalho e merece toda a atenção federativa”, comentou Paulo Ribeiro. Este vice-presidente da Federação Portuguesa de Kickboxing classificou a noite de “muito positiva”. “Este tipo de eventos permite, fundamentalmente, mostrar às pessoas o que é o kickboxing, quer nos escalões de formação, quer nos amadores em pleno contact. Aqui não tivemos profissionais. Não houve atletas sem capacete e não houve um KO efectivo”, acrescentou. Foi desporto por desporto e não obstante a agressividade inerente a uma modalidade de combate, que Jean Claude Van Damme tão bem celebrizou nos filmes, ficou vincada a componente do fair-play: “todos se respeitam e cumprimentam”, realçou o Mestre. Ao longo de três horas, subiram ao ringue atletas de Castelo Branco, Anadia, Coimbra, Figueira da Foz, Lisboa, Mafra e Leiria.
|
