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Arquivo: Edição de 11-03-2010

SECÇÃO: Sociedade

Acontecimentos que foram notícia…

Como eram colonizadas as províncias ultramarinas!...

Por: Gil Reis

11 de Março de 2010 às 18:19h

No dia 15 de Março de 1953, “Reconquista” tornava público que haviam embarcado para Cela (Angola), 23 famílias de colonos agrícolas, escolhidas no distrito da Guarda. “Os colonos vão encontrar casas, já mobiladas, e searas sazonadas, prontas a serem ceifadas. Cada família receberá bois de trabalho, duas vacas leiteiras, dois porcos, uma ninhada de coelhos, uma capoeira com galinhas e as alfaias agrícolas necessárias para amanhar a terra, para além de um parque, para recolha de viaturas e máquinas agrícolas, tudo em regime de cooperativa. O lote de terreno, para cada família, é de três hectares de regadio, 13 hectares de semeadura e de 25 a 30 hectares de terreno semi-arborizado, que inclui terras de pastagem. As casas de habitação, serão bordejadas por um pequeno pomar”.

Era assim que se fazia a colonização, “nos tempos da outra senhora…”.

No dia 6 de Março de 1960, “Reconquista” noticiava que estava aberto o concurso público para arrematação da Obra de construção do lanço de estrada de Almaceda (Lanço da EN n.º 352-1).

No dia 14 de Março de 1970, “Reconquista” divulgava que estavam em bom caminho as diligências para a oficialização da Escola de Enfermagem de Castelo Branco, a qual foi criada por iniciativa do dr. José Lopes Dias. Havia já 22 anos que funcionava, lançando nos quadros da saúde pública, mais de mil agentes de enfermagem.

No dia 14 de Março de 1980, “Reconquista” fazia eco da estadia, em Castelo Branco, do Chefe do Estado Maior do Exército, general Pedro Cardoso, o qual se fazia acompanhar pelo brigadeiro, Gomes Marques, director do Serviço de Obras Militares, pelo general Pires Tavares, e pelo brigadeiro, Almeida Brito, respectivamente comandante e segundo comandante da Região Militar do Centro, os quais, visitaram, demoradamente, as actuais instalações da unidade militar, aquartelada em Castelo Branco. De imediato na companhia do governador civil de Castelo Branco, Alberto Ferreira de Matos Romãozinho e do presidente da edilidade concelhia, César Vila Franca deslocaram-se para o local onde estava prevista a edificação do novo Quartel militar. Após curta visita, o general Pedro Cardoso, garantia aos representantes dos órgãos da Comunicação Social, ali presentes, que Castelo Branco iria continuar a ter a sua unidade militar, pois não fazia sentido algum, que saísse de Castelo Branco o Regimento de Infantaria que ostenta o seu nome. Porém, tudo foram promessas, apenas promessas vãs…

No dia 10 de Março do ano 2000, “Reconquista” alertava para o possível encerramento do ISMAG/ISHT, que funcionavam em Castelo Branco, os quais não possuíam reconhecimento de interesse público, requisito indispensável para ser considerado um estabelecimento de ensino superior, completamente autónomo. Esta situação teve lugar, após uma vistoria mandada efectuar pelo Ministério de Educação, a qual deu origem a um relatório, feito pelo “Grupo Missão”, que entendeu que o Ministério da tutela não deveria reconhecer os cursos ali leccionados e que portanto deveria mandar encerrar este estabelecimento de ensino superior. Além do mais, e segundo o Grupo/Missão, “os ISMAG/ISHT, estão a perder a dimensão crítica necessária, para poderem sustentar o funcionamento e a dinâmica próprios dum projecto com dignidade científica-pedagógica, de nível superior”. E foi deste modo que este estabelecimento de ensino superior, particular encerrou, para sempre, as suas portas em Castelo Branco.

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