Legislativas: CDU conclui que trabalha mais que PS e PSD

José Júlio Cruz - 29/08/2019 - 14:30

Em conferência de imprensa realizada no centro cívico de Castelo Branco apresentou números sobre o trabalho parlamentar desenvolvido por PCP e Verdes.

A candidata (ao centro) apresentou dados sobre a legislatura que agora termina

A candidata da CDU às Legislativas de outubro, Ana Maria Leitão, veio a público no final da passada semana efetuar uma prestação de contas do trabalho desenvolvido pela coligação ao longo da legislatura que agora termina. Em conferência de imprensa realizada no centro cívico de Castelo Branco apresentou números sobre o trabalho parlamentar desenvolvido por PCP e Verdes, apesar de não terem nenhum deputado eleito, ao contrário de PS e PSD com dois deputados cada que, diz, “trabalham bem menos que a CDU”.

“Quem presta contas demonstra que dá valor ao voto recebido e demonstra respeito por quem no PCP/CDU confiou”, sublinhou Ana Maria Leitão ao Reconquista. “A comparação com a atividade dos outros partidos na atividade global dá uma folgada vantagem ao grupo do PCP (com 17 deputados), mas o conhecimento da atividade do PCP no distrito (apesar de não termos eleito qualquer deputado nas últimas eleições) leva-nos a questionar pelo que os outros (com e sem deputados) fizeram”, acrescentou.

De entre as medidas positivas aprovadas, com a marca do PCP, como destaca a agora candidata, “destacam-se a reposição dos salários, o aumento do salário mínimo nacional ainda que aquém do necessário, a reposição dos feriados, o aumento extraordinário das pensões, a valorização do abono de família, o alargamento do abono pré-natal e do apoio às pessoas com deficiência, o alargamento do apoio aos desempregados de longa duração, a eliminação do corte no subsídio de desemprego, a reposição do pagamento por inteiro do subsídio de natal, a valorização das longas carreiras contributivas e a melhoria das condições de acesso à reforma dos trabalhadores das minas e das pedreiras”. Para além de, na Administração Pública, “a reposição das 35 horas, o direito à progressão na carreira e a tomada de medidas de combate à precariedade; a redução do valor das propinas; a redução de taxas moderadoras, a gratuitidade dos manuais escolares na escolaridade obrigatória, o reforço do apoio às artes e à criação artística, a redução do IVA dos espetáculos e dos instrumentos musicais, o alívio no IRS sobre os rendimentos do trabalho, designadamente dos mais baixos rendimentos e intermédios, com a redução das taxas e a criação de dois novos escalões e com o alargamento do mínimo de existência, bem como com a eliminação da sobretaxa; a redução do preço da energia; a redução do IVA na restauração e a eliminação do Pagamento Especial por Conta; a redução dos custos com combustíveis para agricultores e pescadores; a tributação do património imobiliário mais elevado com a introdução do adicional ao IMI”.

Avançar na valorização dos salários e das pensões, avançar no reforço da proteção social, do Serviço Nacional de Saúde, da escola pública, avançar na democratização cultural, avançar na melhoria dos transportes públicos, avançar no reforço do investimento público, que ponha o país a produzir, crie emprego e potencie o desenvolvimento e coesão territorial, económica e social é o que entre muitas outras coisa se propõem defender na legislatura que se segue.

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