BC Branco deixou dois pontos em Oleiros na corrida que trava pelo apuramento para a Fase Final
Só mais tarde se avaliará, corretamente, o custo dos dois pontos que o BC Branco deixou em Oleiros, na 8.ª jornada da Série E do Campeonato de Portugal (CdP). No momento, o nulo do último domingo afigura-se como desfecho penalizador para as ambições dos albicastrenses.
Por paradoxo que possa parecer, foi na 1.ª parte, quando jogou bem, que o Castelo Branco se expôs a este percalço. Criou situações suficientes para chegar ao intervalo com o resultado “feito”, mercê dos desequilíbrios que conseguiu produzir nas alas com João Ventura e Ballack. Sobretudo este que constituiu uma dor de cabeça para o lateral Chiquinho. Ao não definir em consonância com as assistências que emergiam dos flancos, pôs-se a jeito dos acertos feitos pelo antagonista e da ansiedade que resultou do passar do tempo e da falta do golo.
Ricardo António alinhou a sua análise por este diapasão: “Devemos a nós próprios não ter atingido o intervalo a ganhar por margem confortável”, disse o treinador do BC Branco.
Ao sair incólume de uma 1.ª parte difícil, o Oleiros encontrou alento e acerto tático para abordar os últimos quarenta e cinco minutos com mais atrevimento. Foi até sua a melhor ocasião do encontro (ainda que precedida de fora de jogo de Lelé) quando Nilson rematou ao poste da baliza de Miguel Lázaro (54’).
Os visitantes já não conseguiram ser a equipa incisiva do primeiro tempo e apenas por uma vez estiveram na iminência de marcar: aos 71’ António foi enorme ao negar o golo a Adriano. Nilson a acabar também incomodou com uma arrancada pelo lado direito.
CRÍTICA. Ricardo António e o BC Branco foram críticos com o árbitro aveirense Leandro Marques: “não tem nada a ver com o Oleiros, mas não é a primeira vez que este árbitro é arrogante connosco. Não interessa ao futebol e as pessoas da Associação de Futebol que aqui estiveram deviam estar atentas, pois há equipas com poderio atrasadas e que para recuperarem alguém tem de perder pontos...”.