Otília demorou dez segundos a perceber que podia voar. A fêmea de abutre-preto passou por meses de cativeiro até poder ser libertada no Parque Natural do Tejo Internacional, que é hoje o local onde há mais exemplares desta espécie em Portugal. A ave, ainda jovem, tinha sido resgatada após cair do ninho e passou pela reabilitação no Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens, que a Quercus gere em Castelo Branco. E foi no Monte Barata, gerido por esta associação ambientalista, que regressou à natureza, perante um pequeno grupo de pessoas onde se incluía o Reconquista.