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Afeto ao consumo nas últimas semanas: O Universo das vendas

Luís Beato Nunes - 28/12/2017 - 9:35

As últimas semanas foram de um intenso apelo ao consumo por diversas empresas que aproveitaram a época natalícia para venderem as suas principais categorias de produtos, num último esforço para cumprir os objetivos de vendas definidos para o ano e que influenciam os bónus e as comissões recebidas pelos colaboradores.

A área comercial dos diferentes negócios acaba por ter um papel fundamental no escoamento dos produtos desenvolvidos pelos criativos e produzidos nas unidades industriais, convencendo os vários agentes a tornarem-se potenciais compradores de bens e serviços, cuja necessidade muitas vezes é supérflua.

Os meses de novembro e dezembro acabam por ser períodos de consumismo irracional e de apelos, por vezes agressivos, à compra dos mais variados produtos, desde cosmética, vestuário, acessórios de moda, jogos, brinquedos e produtos alimentares típicos da época natalícia. 

The Big Kahuna (1999) e Glengarry Glen Ross (1992) são dois clássicos do cinema sobre este universo das vendas, onde as personagens acabam por forçar os espetadores a reflexões muito mais complexas e inesperadas para os que esperavam apenas ver mais um filme sobre o quotidiano de uma equipa de vendas.

Ambos recheados com nomes sonantes de Hollywood, os dois filmes transportam-nos para um cenário simples com poucas personagens, mas onde os conflitos e a tensão própria do universo das vendas se encontram sempre presentes.

Uma das técnicas mais antigas, mas também uma das mais eficazes é a venda ao domicílio, dando oportunidade ao potencial cliente de ver e experimentar o produto, testando todas as suas funcionalidades e beneficiando de uma apresentação customizada disponibilizada pelo vendedor.

Esta é uma técnica muito usada para produtos de topo de gama que acabam por se diferenciar dos restantes produtos no mercado pela garantia e proximidade dos clientes, estando estas caraterísticas igualmente associadas a um preço mais elevado, o qual já de si relativamente mais caro face a produtos de menor qualidade existentes no mercado.

A venda ao domicílio não tem o mesmo alcance que uma estratégia assente em peças de publicidade emitidas nos principais meios de comunicação social, mas a confiança do cliente é rapidamente consolidada se houver empatia com o vendedor e as qualidades do produto acabam por ser partilhadas pelo tradicional de boca em boca.

Normalmente são as empresas que vendem produtos de topo de gama que escolhem esta estratégia mais tradicional, reforçando o posicionamento do seu produto no mercado como um produto de referência e de difícil acesso, de tal modo a que o cliente se sinta privilegiado por ter um desses produtos em sua casa.

Ao contrário desta técnica de venda mais tradicional, ainda muito utilizada para eletrodomésticos topo de gama, edições especiais de coleções literárias e produtos de beleza, a época natalícia é sobretudo marcada pela venda dirigida às massas, suportada em campanhas publicitárias que se repetem até à exaustão, procurando captar a atenção dos potenciais clientes.

Recorrendo a mensagens que apelam à união familiar, ao amor, à amizade e à fraternidade, estas campanhas nem sequer enfatizam as qualidades ou funcionalidades dos produtos promovidos, os quais acabam por se confundir com as próprias emoções a eles associadas pelas agências de publicidade.

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COMENTÁRIOS

Afonso claude
à muito tempo atrás
plaisirs humains accentués par le commerce. Eh oui !!!