Soprar para um tubo ligado a um computador para perceber como estavam os seus pulmões foi coisa que Maria dos Anjos Gonçalves nunca tinha feito em 73 anos de vida. Na aldeia da Isna, onde tem vivido quase sempre, ter uma doença respiratória soa a algo tão improvável como apanhar um escaldão no inverno. Entre a perceção e a realidade vai uma grande distância e é isso que a Sociedade Portuguesa de Pneumologia está a tentar perceber, através de um estudo de âmbito nacional para determinar a prevalência da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que depois do norte do país anda agora pelo distrito de Castelo Branco, mais precisamente nos concelhos de Belmonte, Covilhã, Penamacor e Oleiros.