Este site utiliza cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Saiba mais

Arnaldo Cunha: “A dificuldade é arrumar as coisas nas gavetas certas”

Artur Jorge - 31/01/2019 - 8:30

Diretor de Formação da FPF alerta ainda para os riscos do negócio exacerbado no futebol e para a complexidade da intervenção dos pais.

Partilhar:

Arnaldo Cunha (à dir.) foi um dos formadores presentes em Castelo Branco

Cerca de uma centena e meia de participantes, com uma larga franja a repetir presença nas ações. São estes os números das formações que preencheram a agenda dos treinadores no último sábado, dia 26. Os créditos necessários para a revalidação das cédulas de habilitação a treinar equipas, mobilizaram os nossos técnicos, mas a qualidade dos painéis também não pode ser dissociada da afluência registada.

Associação de Futebol de Castelo Branco e Associação do Bairro do Valongo articularam estas jornadas técnicas. De manhã, no auditório da Escola Superior de Tecnologia, falou-se de comunicação, planeamento e operacionalização do treino e da importância das equipas B, com o contributo dos treinadores Bernardino Pedroto (esse mesmo que dirigiu o BC Branco na famigerada época de 1990/p1, que ficou às portas da 1.ª divisão), Nuno Presume (integrou a equipa técnica de José Peseiro no Sporting) e Vitor Campelos (treinou o V. Guimarães B na época passada).

De tarde, na sede daquele coletividade albicastrense presidida por António Roseiro, a ação incidiu na temática “Ser profissional no futebol amador”. E navegou pelos aspetos comunicacionais e relacionais (Daúto Faquirá), pelos fatores de desenvolvimento de um clube de futebol (Arnaldo Cunha), pelos diferentes contextos da realização de estágios (Carlos Sacadura), modelos de jogo (José Robalo) e a caracterização do esforço num jogo de futebol (António Marques).

“O que é que faço com o conhecimento? A dificuldade é arrumar as coisas nas gavetas certas”, argumentou Arnaldo Cunha. O Diretor de Formação da FPF alertou para o domínio exacerbado do futebol negócio: “Há muita gente que vive e vê o futebol só como negócio. Por isso é que os jogadores são sujeitos a 70 jogos por época. Isto terá de parar”. O profissional com responsabilidade direta na qualificação dos treinadores portugueses, considerou o papel dos pais na orgânica subjacente a um clube de formação como “uma das coisas mais complexas atualmente”. “Muitos veem os filhos como barras de ouro”, advertiu.

As formações creditadas prosseguem esta sexta-feira e sábado, 1 e 2 de fevereiro, no auditório da AFCB. A partir das 19h00 de sexta, o tema é “Ética no Desporto” com José Lima (coordenador do Programa Nacional de Ética do Desporto) e André Seabra (Diretor da Portugal Football School; às 15h30 de sábado iniciam-se as jornadas técnicas de futsal, com Dário Gaspar (selecionador distrital da AFCB) e Kitó Ferreira (treinador do Eléctrico Ponte de Sor).

COMENTÁRIOS