As memórias das profissões ligadas à agricultura, ao artesanato e ao comércio, guardadas no Museu de Artes e Ofícios de Alcains, mereceram uma visita guiada por Rúben Martins.
Visita contou com cerca de quatro dezenas de visitantes
As memórias das profissões ligadas à agricultura, ao artesanato e ao comércio, guardadas no Museu de Artes e Ofícios de Alcains, mereceram, dia 13 de agosto, uma visita guiada, onde participaram 35 pessoas, com vontade de saber mais ou revisitar este passado.
Organizada pela Junta de Freguesia e pela Biblioteca de Alcains, a visita ao espaço museológico foi orientada pelo historiador Rúben Martins, que começou por contextualizar a história do edifício, que no seu início foi a sede da Associação dos Canteiros de Alcains e depois a antiga Biblioteca da Junta de Freguesia.
Os visitantes, oriundos da vila e localidades vizinhas, puderam apreciar, com o devido enquadramento histórico, cada peça do espólio exposto no museu.
Rúben Martins explicou também que o espaço museológico abriu portas com a intervenção de diversas personalidades alcainenses e que os objetos expostos no museu foram doados, maioritariamente, pela comunidade.
A visita prosseguiu com uma abordagem sobre as principais atividades económicas praticadas pelos alcainenses no decurso dos séculos e foram analisadas algumas peças relacionadas com o trabalho agrícola e a exploração do azeite, as forjas e o trabalho dos ferreiros, o ofício dos chapeleiros, a transformação dos têxteis pelos alfaiates e costureiras, a prática da medicina pelo físico e pelo barbeiro cirurgião, mas ainda a história da Sociedade Filarmónica de Alcains.
“Estes ofícios representam o passado e a herança de todas as gentes de Alcains e por isso sensibilizou os presentes a comunicar com os diferentes objetos, para perceber quem os utilizava e para que serviam, além da curiosidade dos episódios que contam sobre a comunidade e o seu crescimento”, refere o historiador.