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As declarações do Papa sobre uniões homossexuais

Reconquista - 05/11/2020 - 9:26

A nossa leitora Bernardete Luís enviou-nos um “texto de opinião” que começa assim: “Na véspera do dia do (cada vez mais) saudoso Papa João Paulo II, eis que irrompe demoniacamente por toda a parte que o Papa Francisco defende as uniões civis dos homossexuais”.

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A nossa leitora Bernardete Luís enviou-nos um “texto de opinião” que começa assim: “Na véspera do dia do (cada vez mais) saudoso Papa João Paulo II, eis que irrompe demoniacamente  por toda a parte que o Papa Francisco defende as uniões civis dos homossexuais”.

E mais adiante: “Na verdade custa-me expressar publicamente este julgamento sobre a personalidade em questão, mas há coisas que têm de ser ditas, embora com a humildade que evidentemente se impõe nesta situação e com o perdão subjacente à nossa matriz identitária. O Papa Francisco terá cedido à tentação de se esquecer da mitra e da férula papal por uns instantes e exprimindo descontraidamente uma opinião pessoal que não representa a Doutrina da Igreja Católica… defendeu uma lei civil que é contrária a uma lei canónica. Por infelicidade, terá esquecido por momentos que é dever da Igreja evangelizar o mundo, e não o oposto, que o Reino dos Céus também se estende (já) à sociedade civil e que a lei humana não pode ser boa se não estiver de acordo com a Lei Divina”.
A Conferência Episcopal Portuguesa respondeu a esta questão dizendo que “as afirmações do Papa Francisco sobre a necessidade de os Estados oferecerem proteção legal para as uniões entre o mesmo sexo, contidos no documentário “Francisco”, são extratos de entrevistas já divulgadas… que revelam a atenção constante do Papa às necessidades reais da vida concreta das pessoas”. 

Eis a frase mais polémica: “O que temos de fazer é uma lei de convivência civil, (as pessoas) têm direito a estar protegidas legalmente”.

Trata-se de “um direito de proteção legal dessas uniões, que não afetam a doutrina da Igreja sobre o matrimónio, reservado na Igreja Católica à união entre o homem e uma mulher”.

D. José Ornelas conclui este pensamento dizendo: “Os Estados têm o dever de defender e concretizar essa defesa, legalmente, dentro do respeito pela diversidade que existe na sociedade. O Papa tem defendido que as pessoas, qualquer que seja a sua orientação sexual, têm o direito de serem respeitadas naquilo que são. A igualdade de direitos e oportunidades não significa fazer tudo igual”.
O Papa Francisco “sonha com uma Igreja compassiva, com coração materno, disposta a superar a insegurança, o medo e a tendência para rejeitar os outros. Pelo contrário, somos chamados a ser uma Igreja que atrai e que acolhe com o amor de Cristo”.

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