O nosso mundo está a encher-se de muros com uma média de 4 metros de altura: são 3.145 Km entre EUA – México, 2.700 Km entre Marrocos e Saara Ocidental, 19 Km entre Espanha e Marrocos, 180 Km entre Chipre Grega e Turca, 700 Km entre Israel e Cisjordânia, 217 Km entre Kuwait e Iraque, 37 Km entre Paquistão e Afeganistão, 550 Km entre India e Paquistão, 3.500 Km entre India e Bangladesh, 500 Km entre Botswana e Zimbabué, 33 Km entre China e Coreia do Norte, 250 Km entre Coreia do Norte e Coreia do Sul, num total de 12 muros.
São feitos para não deixar passar os pobres, já que os ricos passam de avião por cima dos muros. Dizem que por causa da guerra, mas isso é desculpa, já que a guerra hoje não tem fronteiras, nem é limitada por muros…
Como se dizia na via-sacra do Coliseu em Roma, os migrantes são rejeitados, as crianças são vítimas de abuso sexual, os idosos são abandonados e maltratados, tudo sinais de escravidão, abusos e exclusão de todos os tipos que marcam o nosso mundo.
Desapareceram 5 mil crianças dos migrantes chegados à Europa, desconfia-se que para exploração sexual, escravização no trabalho, ou pior, para darem órgãos para negócio dos traficantes.
O dinheiro e o pagar tudo pagam, tudo justificam.
São feitos para não deixar passar os pobres, já que os ricos passam de avião por cima dos muros.
São situações dramáticas e ocultas das quais não se fala, porque são feitas em segredo, e não dão nas vistas como os atentados de Bruxelas, ou de Paris.
O entanto fazem muito mais vítimas do que o fizeram esses atentados hediondos e a todos os títulos condenáveis.
Os crimes, as injustiças, os abusos, praticados em segredo e sem que vão a qualquer tribunal que os julgue, estão na origem de tantas revoltas que vêm à tona nestes atentados, que, para os combater, teremos de ir à sua raiz e atacarmos aí a origem destas situações.
Um mundo sem ética nem moral, guiado apenas pelo cifrão, pelo prazer e pela exploração do outro, não pode subsistir.
“Quem semeia ventos, recolhe tempestades”. Mas as tempestades atuais são apenas a ponta do iceberg.