João Robalo Coelho tem uma vida ligada ao atletismo
João Robalo Coelho decidiu pelo coração. Como faz sempre em matéria de paixão desportiva. Vai presidir à Associação de Atletismo de Castelo Branco mais quatro anos, iniciando o quarto mandato à frente da instituição que superintende a modalidade no distrito.
Está ligado à modalidade rainha das Olimpíadas há meio século. Quis entregar a pasta, mas o apelo ao coração voltou a bater aos pontos a razão. Ao seu lado permanece a equipa diretiva do último exercício, com João Vaz, Francisco Santos, António Mata e Luís Matos. Luís Rechena mantém o cargo de diretor técnico.
“Desde os doze anos que respiro atletismo. Fui atleta, seccionista, treinador, tesoureiro, diretor, tudo. Face aos muitos pedidos que me foram endereçados, acabei por ser sensível à paixão. Não teria cedido se tivesse visto uma pessoa de confiança interessada em assumir esta causa. Não vi”.
João Coelho considera que o trabalho não está terminado. Pelo contrário. “Há sempre coisas a fazer”, sublinha o presidente da AACB, que nas recentes eleições federativas deu o seu voto a Jorge Vieira, o presidente reconduzido. “Reconhecemos competência ao presidente, embora continuemos a achar que a articulação com as associações distritais poderia ser melhor. E terá de ser”, diz o dirigente de Castelo Branco.
A modalidade nesta região da Beira Interior tem dado passos em frente. O decano do atletismo não está satisfeito e entende que o atletismo tem de conquistar mais praticantes: “só da quantidade é que emerge a qualidade”, sustenta. Quer manter a representação distrital na primeira metade da tabela do Olímpico Jovem e potenciar outras áreas.
“Mais clubes e atletas” é a bandeira para os próximos quatro anos, sendo que o recrutamento é da esfera do departamento técnico. O atletismo é das poucas modalidades que suporta o seguro e a inscrição dos atletas, uma medida que João Coelho aplaude mas não sabe até quando poderá durar.
PISTA. A Associação de Atletismo de Castelo Branco tem sob a sua tutela a gestão da pista de tartan do Parque Urbano da cidade albicastrense, a partir das 17H00. Congratula-se com o apetrechamento da infraestrutura, mas adverte que Castelo Branco só poderá pensar em provas de topo “quando houver uma bancada”, que é a próxima fase do projeto.
“Com uma bancada aquela infraestrutura ficará dotada de todas as condições para a realização de provas nacionais e internacionais”, reitera a voz da experiência.
Olhando para os mandatos anteriores, elenca a sede social no Quintal de São Marcos, a carrinha, os espaços técnicos, a realização de todas as provas do calendários distrital e alguns momentos importantes da agenda nacional, como pontos altos do percurso associativo.