Manuel Frexes avançou com os primeiros nomes. Foto Reconquista
A menos de um ano das eleições autárquicas, o PSD é o primeiro partido a pôr as cartas em cima da mesa nos concelhos onde é e quer continuar a ser poder. Manuel Frexes, o presidente da distrital social-democrata, aproveitou um jantar com militantes e simpatizantes do PSD e do CDS, onde o convidado principal foi Luís Montenegro, para lançar os três primeiros nomes à presidência das câmaras do distrito. Miguel Marques, que assumiu a presidência da Câmara Municipal de Oleiros na sequência da renúncia de Fernando Jorge, será pela primeira vez o cabeça de lista. No Fundão e em Vila de Rei, a saída dos atuais presidentes por limitação de mandatos traz à tona os respetivos vices. Paulo César Luís tentará alcançar o lugar de Ricardo Aires em Vila de Rei e Miguel Gavinhos o de Paulo Fernandes no Fundão.
“Não vamos escolher amigos ou próximos, vamos honrar o eleitorado de cada concelho e apresentar soluções que façam realmente a mudança necessária em municípios que hoje não são liderados pelo PSD”, prometeu o presidente da distrital. Manuel Frexes fala na necessidade de continuidade nos concelhos onde tem governado e pede união dentro do partido “em prol de uma bandeira comum e não de interesses pessoais ou afirmação de egos que tantas vezes têm custado vitórias ao nosso partido”.
O líder da distrital colocou ainda no discurso o tema do IC31, afirmando que a ligação a Espanha “é estratégica para o nosso território” mas também ao resto do país, por ligar “todo o litoral centro a Espanha e à Europa”. E a ela juntou a “requalificação urgente” do IC8 que é “uma estrada perigosa neste momento” e a requalificação da estrada 238. A lista de pedidos a Luís Montenegro ficou completa com a construção da barragem do Ocreza “que agora faz mais sentido do que nunca” depois de o Governo ter assegurado com Espanha os caudais mínimos diários no Tejo.
Luís Montenegro garantiu que enquanto primeiro-ministro não vai ficar a olhar para os problemas e as ambições de quem vive na região mas não se comprometeu na hora com as soluções para os pedidos deixados pelo presidente da distrital.
“Eu até podia responder, meu caro Manel, ao IC31, ao IC8 e à nacional 238. Podia ter respondido a isso e tinha resposta para isso. Só que eu não posso gastar os cartuchos todos e isso fica para uma próxima oportunidade, mas não vai demorar muito. Como há aqui bons caçadores, sabem que se gastarem a cartucheira toda, depois pode passar a caça e já não tem cartucho para abater. Mas nós estamos atentos a isso”.
Em relação à água, assume-a como “uma pedra angular daquilo que é a essência da nossa transformação estratégica e estrutural de Portugal”, mas o Ocreza é também um cartucho que deixa para mais tarde.
Luís Montenegro anunciou que o Governo decidiu que 40 por cento dos fundos de coesão destinados a investimento das empresas têm de ser obrigatoriamente despendidos nos territórios de baixa densidade, aumentando em 10 por cento a repartição inscrita no anterior quadro comunitário.
Este aumento da percentagem pretende transmitir a mensagem que “quem está a investir nos territórios de alta densidade tem de fazer contas” e quem decidir mudar esses investimentos para regiões como Castelo Branco “pode ter uma majoração até 50 por cento, quando nos outros territórios pode ter até 30 por cento”.