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Avião que marcou Castelo Branco vai ter história em livro

20/04/2023 - 22:48

 

Segunda-feira, dia 18 de abril de 1938. Na primeira página do “Diário de Lisboa” a manchete é a crise económica na Argentina e no miolo do vespertino relatava-se que a “selecção” portuguesa partia para a Alemanha e Itália para disputar o campeonato mundial do “football”. O Benfica, que na época era o “club das Amoreiras”, sagrava-se campeão da I Liga, depois de confirmado o deslize do Belenenses. Espanha estava em guerra há dois anos e as tropas nacionalistas de Franco anunciavam a conquista de várias localidades na Catalunha, com os desenvolvimentos do conflito a ocuparem quase uma página de uma edição que tinha apenas 12. Num rodapé do diário surgia a maquete do paquete da linha aérea Europa-América, que passando por Lisboa prometia transportar 120 pessoas. Trinta e cinco anos depois do primeiro voo controlado por piloto, protagonizado pelos norte-americanos irmãos Wright, o fascínio pelas máquinas voadoras continuava em alta. Imagine-se agora o que seria ver passar um bombardeiro alemão com mais de 20 metros de envergadura numa cidade do interior. É com base neste acontecimento real que Carlos Matos prepara um livro que junta desenhos, ficção, realidade e acima de tudo faz uma homenagem ao avô, de quem guardou o testemunho daqueles dias.

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