Fradique e Neves disputam a presidência do clube. Fotomontagem Reconquista
Decorrem esta segunda-feira as eleições do BC Branco, às quais concorrem duas listas. O ato eleitoral está marcado para as 20h30, no edifício da biblioteca municipal, na cidade albicastrense.
A votação estão as listas encabeçadas por Miguel Fradique e Jorge Neves.
OS ELENCOS A SUFRÁGIO
Equipa de Jorge Neves
DIREÇÃO
Presidente: Jorge Neves
Vices: Paulo Moradias, António Belo (futebol sénior), João Augusto, Manuel Santos, Rui Paulo (futebol de formação)
Secretário-geral: Jorge Gomes
Tesoureiro: Luís Matias
Vogais: Jorge Gonçalves, Carlos Gonçalves, Carlos M. Gonçalves, Marco Dias, António Cruchinho.
CONSELHO FISCAL
Presidente: João Goulão
Secretários: José Cabarrão, Rogério Duarte
ASSEMBLEIA GERAL
Presidente: José Pedro Sousa
Vice: Júlio Fernandes
Secretário: Pedro Lopes
Equipa de Miguel Fradique
DIREÇÃO
Presidente: Miguel Fradique
Vice: Ricardo Alexandre (financeiro)
Secretário-geral: Fernando Ferreirinho
Tesoureiro: Hugo Alveirinho
Futebol sénior: Francisco Pires (Chiquinho)
Futebol formação: Vasco Guerra
Comunicação: Pedro Simão
Vogais: Afonso Cardoso, Nuno Coelho, Tiago Candeias, Ludovico Dias
CONSELHO FISCAL
Presidente: Francisco Alveirinho
Secretários: Manuel Antunes, Rui Camelo, Pedro Patrício
ASSEMBLEIA GERAL
Presidente: João Carvalhinho
Vice: Nuno Fonseca
Secretário: Luís Roque
MIGUEL FRADIQUE, associado do BC Branco há trinta anos, desvinculou-se do projeto da Associação de Natação Albicastrense (Anar), do qual é fundador, para assumir de “corpo e alma” uma candidatura ao clube albicastrense. Fala na assunção de um desafio “pensado e, devidamente, planeado”, com muitas horas despendidas na “criação de uma equipa equilibrada e dotada de competência nas várias áreas”.
Na apresentação do elenco, confessou que “há ambição” para a equipa sénior, mas que a ela tem de estar adjacente “planificação” e dotação do clube das ferramentas que no futuro possam sustentar o sucesso desportivo. Uma das matrizes do candidato assenta numa ligação estreita entre futebol de formação e futebol sénior, que viabilize outro aproveitamento do investimento que é feito nos escalões de base. Miguel Fradique entende, por outro lado, que o clube a que aspira presidir só poderá ter argumentos para dar o salto depois de conquistar uma massa associada mais expressiva. Propõe-se desenvolver um trabalho de sapa direcionado ao aumento do número de sócios até aos 2 mil.
Para a coordenação dos departamentos de futebol sénior e da formação, aposta em dois elementos da academia (universidade) e com vivências práticas no terreno como jogadores e treinadores, respetivamente Francisco Pires e Vasco Guerra. O antigo árbitro e ex-presidente do CA da AFCB, Ricardo Alexandre, ligando profissionalmente à atividade bancária, é o seu n.º2 com a pasta financeira.
JORGE NEVES, ex-autarca (vice-presidente da Câmara de Castelo Branco e ex-presidente da Junta de Freguesia) adota o lema “A Nossa Paixão”. A existência de duas listas é, no entender do candidato, “uma vitória para a democracia, para a cidade, para o associativismo e, naturalmente, para o BC Branco”.
Jorge Neves confessou que aceitou recentemente, “encorajado por muitas boas vontades”. O facto de ter a seu lado figuras da esfera política e de ideologias distintas, em posições determinantes, como Paulo Moradias (vice-presidente e n.º2 da hierarquia) e José Pedro Sousa (candidato à AG), é relevado pelo candidato: “Há uma coisa que nos une, a paixão por este clube. Não existem aqui interesses partidários. Quando aceitei liderar esta equipa, 80 a 90 por cento dos elementos estavam definidos. Há aqui gente com uma noção muito clara do que é o BC Branco e o associativismo”.
São cinco os pilares centrais do projeto de Jorge Neves. Que transporta para a candidatura um desiderato que sempre incentivou em anteriores funções públicas: “aumentar a competitividade da equipa sénior e alimentar o sonho de um patamar superior, que a cidade e o clube merecem”. Neste piscar de olho ao futebol profissional, Jorge Neves aceita, por um lado, “despesas mais onerosas”, mas por outro “corresponde um nível mais elevado nas receitas”. A caminho do centenário, seria a melhor prenda.
O futebol sénior ficará sob a alçada direta de António Belo, num departamento com Jorge Gonçalves, Carlos Gonçalves, Marco Dias e António Cruchinho. Já para o futebol de formação, o “segundo pilar” o trunfo é Rui Paulo, o diretor do curso de Desporto e Atividade Física da ESE. Jorge Neves quer os jovens do clube “conduzidos de uma forma séria, coerente e perfeitamente planeada”.
Onde o candidato considera que “há um largo caminho a percorrer”, é na proximidade entre o clube e a comunidade”. E diz que a responsabilidade está do lado do clube: “temos de sair do estádio e ir ter com as pessoas. Mas abrir também as nossas portas. Os nossos jovens da formação terão um ou dois bilhetes para levar a família e os amigos aos jogos”. Agilizar a figura do sócio-empresa é outro ponto da ação. Jorge Neves alarga as linhas de orientação ainda à “reorganização interna e à melhoria do marketing da estratégia de comunicação”.