Em Caféde não há propriamente muito património de realce, mas se alguma coisa há a destacar, é exatamente o seu chafariz, que em tempos idos muito serviu a população.
O chafariz está rodado de ervas
Em Caféde não há propriamente muito património de realce, mas se alguma coisa há a destacar, é exatamente o seu chafariz, que em tempos idos muito serviu a população.
Particularmente, lembro-me bem de tantas e tantas vezes lá ir buscar água, montado no burro dos meus avós paternos, com duas cântaras de metal nas ilhargas, uma de cada lado.
É verdade que os tempos passaram e a sua utilidade diminuiu consideravelmente, mas hoje ainda há quem não dispense de lá passar, para beber água fresca, para olhar o horizonte campestre e conviver e confraternizar com aquele espaço, onde a história sobrevive apesar de tudo.
Lamentavelmente, porém, já há largos, largos meses, bem antes de todas as tempestades recentes, que o chafariz está no mais completo abandono, num enorme e angustiante desleixo. As ervas cresceram, o chão tem palmos de água, as paredes estão degradadas e a precisar de cal ... é como se o património e as memórias nada valessem nesta terra e naquele local.
Desconheço de quem é a responsabilidade, mas seja quem for que tem a competência de voltar a recuperar aquele lugar e o devolver à comunidade, que avance. Caféde merece, os seus habitantes também. Para que as memórias nunca se apaguem.
Que nem a memória da sua terra sabem HONRAR.