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Cascoréis da Lardosa resistem à chuva

18/01/2020 - 17:36

 

Não há mau tempo que mude a vontade de a população de Lardosa em cumprir uma tradição. Mas quando a chuva não ajuda a tradição adapta-se às circunstâncias. Foi o que voltou a acontecer este ano com o cortejo dos cascoréis, em honra do mártir de São Sebastião. Em vez de fazer o percurso até à capela a organização seguiu no sentido contrário e levou os cascoréis até ao telheiro do recinto de festas, onde foi celebrada a missa. Este ano o renovar da promessa ao santo, que dizem os fiéis livrou a aldeia de uma praga de gafanhotos, ficou nas mãos de quatro festeiros. Jaime Santos, um deles, reconhece que são poucos mas a ajuda é muita e começou logo na família e amigos, a que se juntam muitos outros.

Os festeiros começaram a fazer os peditórios na semana do Natal, reunindo assim o enchido e os animais que foram leiloados durante a tarde. Um dos exemplos da união em torno da tradição é o facto de as pessoas comprarem o enchido que ofereceram, permitindo assim que a tradição tenha suporte. Quanto aos famosos cascoréis a confeção começou na madrugada de terça para quarta-feira e os tabuleiros só foram montados na sexta-feira, a um dia do cortejo. A confeção “é uma maratona de 18 horas e fazem-se dois festeiros por dia”.

A festa continua a atrair muita gente à aldeia. “Eu diria que é a festa mais tradicional. Temos a de verão mas esta é aquela onde há mais empenho e devoção ao mártir São Sebastião”, conta Jaime Santos.

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