Centro de contacto funciona no centro da cidade. Foto arquivo Reconquista
O Sinttav- Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual convocou para esta segunda-feira, dia 13, um greve no centro de contacto da Segurança Social em Castelo Branco, que funciona na avenida 1.º de Maio.
O aviso de greve abrange cerca de 150 trabalhadores, com o sindicato a alegar que as negociações com a Reditus, a empresa que há um ano assumiu este centro, são um “diálogo de surdos” e lançando acusações de “terrorismo laboral”, falando por exemplo em impedimentos colocados aos trabalhadores para irem à casa de banho e sabotagem de folhas de ponto com faltas injustificadas.
Em resposta ao Reconquista, a Reditus garante que “sempre agiu com transparência e boa-fé, nunca se escusou ao diálogo com o sindicato e sempre que possível integra as suas reivindicações no âmbito dos limites de uma gestão responsável do projeto”.
Por essa razão diz que não pode “deixar de referir que o presente comunicado do Sinttav, representa uma surpresa. É desleal para com a Reditus e os trabalhadores pois apresenta falsas acusações e reivindicações que nunca tinham sido colocadas até à data e faz afirmações que não espelham as relações mantidas com o sindicato e colaboradores, ou a posição da Reditus.”
O sindicato ripostou, acusando a Reditus de deturpar a realidade e de fugir ao diálogo, mostrando-se disposto para o diálogo, avisando que se isso não acontecer “vão ter esta greve e todas as outras ações de luta que se decidirão”.
E mantém que a empresa não age “com transparência e boa fé” quando marca indevidamente falta injustificada “sabotando” as folhas de ponto aos trabalhadores.
Para o sindicato os trabalhadores “necessitam de ter tempo para as necessidades fisiológicas e respirar entre as chamadas”, mantendo também as acusações de “assédio moral e pressões”.
A Reditus tinha dito ao Reconquista que as reivindicações “nunca tinham sido colocadas até à data” e que uma das primeiras ações adotadas ao assumir a operação de Castelo Branco, há mais de um ano, “foi reunir com o sindicato com o objetivo de partilhar os seus princípios de gestão e métodos de trabalho, tendo procurado, desde então, manter o diálogo aberto e dar resposta às necessidades e solicitações apresentadas, mantendo reuniões periódicas e regulares, pois, entendemos os sindicatos como um parceiro de diálogo”.
Assegura ainda que “sempre promoveu um bom ambiente de trabalho, tal como sucede noutros projetos da mesma área, realizando ações, que são reconhecidas pelos seus colaboradores e procuram aliar as obrigações do serviço à partilha de experiências e de momentos lúdicos ao longo do ano”.
O sindicato responde que os trabalhadores não comem com “momentos lúdicos” e que sendo qualificados não deveriam receber apenas o salário mínimo nacional.
O Reconquista contactou o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social que não respondeu em tempo útil.
Pretendem aumento do vencimento de cerca de 20% em relação ao actual ou 11% ao que já está previsto vir a acontecer. Pretendem um subsidio de alimentação consideravelmente acima da média, ao nível de empresas em que o serviço depende de deslocações diárias. E tendo em em conta o horário de funcionamento da linha, com as pausas pretendidas, diminuiria o volume de chamadas com resposta em aproximadamente 9%.
Ao menos tenham bom senso