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Castelo Branco: Livro aprofunda a figura e papel do cardeal da Mota

Reconquista - 18/12/2025 - 15:30

“O Primeiro-Ministro de D. João V”, da autoria de José Barata de Castilho, foi apresentado em Castelo Branco, num evento que contou com o apoio da Câmara Municipal.

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O único retrato que existe do cardeal da Mota foi restaurado

“O Primeiro-Ministro de D. João V”, da autoria de José Barata de Castilho, foi apresentado em Castelo Branco, num evento que contou com o apoio da câmara municipal e que reuniu leitores, estudiosos e amantes da história, num momento de partilha e reflexão sobre a figura do cardeal da Mota (D. João da Mota e Silva). Foi elevado de sacerdote a cardeal pelo monarca D. João V, em 1726, chamando-o uma década depois a exercer o cargo de Primeiro-Ministro do reino.
Leopoldo Rodrigues, presidente da Câmara de Castelo Branco, destacou “a importância de iniciativas culturais que promovem o conhecimento histórico e contribuem para o enriquecimento intelectual da comunidade”, reforçando o compromisso do município na promoção e divulgação da atividade literária e na valorização dos autores. 
António Candeias, professor catedrático da Universidade de Évora, apresentou a obra, salientando a relevância histórica do livro, com “um notável trabalho de investigação” sobre uma figura “praticamente ausente na historiografia tradicional e nos manuais escolares, sem o justo e merecido reconhecimento”.
O livro refere aspetos da vida eclesiástica, do percurso político, da doença e do testamento de cardeal da Mota, através de uma investigação genealógica e do trabalho de análise feito no Laboratório Hercules (Herança Cultural, Estudos e Salvaguarda) da Universidade de Évora, que provou a autenticidade de um quadro do século XVIII. É a partir desse retrato que José Barata de Castilho “abre as portas de um passado negligenciado e realiza uma narrativa que devolve vida, rosto e contexto a um dos homens mais influentes do século XVIII português”.
Durante a apresentação, o autor, explicou aspetos mais relevantes do retrato e do seu restauro, de acordo com a investigação feita em Espanha e em Portugal. Este único retrato conhecido do cardeal da Mota é o símbolo de um projeto político, cultural e administrativo que lançou a modernização do Estado português, herdada pelo marquês de Pombal. Atualmente, a obra pertence à Cooperativa Cultural Pinacoteca, em Castelo Branco, local de nascimento do cardeal.

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