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Castelo Branco: Município e Universidade Politécnica com missão na China

Lídia Barata - 14/08/2026 - 8:00

O Município e a Universidade Politécnica de Castelo Branco vão participar numa missão à China, no âmbito do acordo com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa.

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Comitiva do embaixador da China foi recebida nos Paços do Concelho

O Município e a Universidade Politécnica de Castelo Branco vão participar numa missão à China, no mês de outubro. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira, dia 13 de agosto, na cerimónia de assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Castelo Branco e a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa.

A esta cerimónia assistiu o embaixador da República Popular da China em Portugal, Yang Yirui, que iniciou assim uma visita oficial de dois dias ao concelho de Castelo Branco.

O embaixador e a sua comitiva vão visitar algumas empresas, museus, o Centro de Empresas Inovadoras (CEi) e o Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar (CATAA).

O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, manifestou a sua satisfação com este protocolo, mas lembrou que a relação com a China não começa agora. “A nossa ligação já tem 30 anos, devido à geminação do Município de Castelo Branco com a cidade de Zhuhai, mas que se pode estender às cidades que visitaremos em outubro”, sublinhou.

Leopoldo Rodrigues apresentou como argumentos a apresentar aos parceiros da China “oportunidades ao nível da educação (do básico ao superior), ao nível da cultura, pois o próprio Bordado de Castelo Branco tem raízes orientais, mas também ao nível da economia, pois o futuro de Castelo Branco passa pela sua centralidade no país, mas também como porto seco, com ligação aos portos de Lisboa e de Setúbal”.

Referiu-se ainda às infraestruturas como “a autoestrada, a ferrovia e o aeródromo, além de Castelo Branco ter outro ativo que é muito procurado, o terreno, que aqui se vende a preços simbólicos (um cêntimo para a indústria e um euro para o comércio)”.

Ingredientes e ativos que o secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, Bernardo Mendia, considerou fundamentais, porque “a colaboração internacional realiza-se a nível local, porque a relação com o Governo faz-se ao nível político, mas o desenvolvimento económico só é possível no nível local”.

“A missão de outubro é às cidades de Chongqing e Chengdu, e o senhor presidente da câmara também virá. Obviamente que esse convite é também para as empresas do município que tenham interesse e vejam aqui uma oportunidade”, explica Bernardo Mendia.

A distância é uma contingência, mas “temos de fazer um esforço, porque o país não se acaba em Lisboa. Antes, pelo contrário, o país acaba em Lisboa, porque o país começa aqui”.

E sublinha que “os chineses têm uma coisa muito parecida connosco, dão preferência à relação pessoal. Por isso, é tão importante que eles venham cá, como nós irmos lá visitar e conhecer”, acrescentando que “há data centers, muitas empresas a sondarem, à procura de localizações, não só em Portugal, mas na Europa e é preciso apresentar-lhes argumentos como os que existem em Castelo Branco, mostrando que Portugal tem condições para os receber”.

A questão logística e um ponto forte de Castelo Branco, sendo o maior handicap “a falta de pessoas formadas nas áreas que interessam a estas empresas, mas a universidade politécnica pode trabalhar em conjunto com as empresas para fazer projetos de longo prazo”. A Universidade Politécnica de Castelo Branco, “pode ajudar com formações adaptadas às necessidades das empresas”.

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