A portuguesa Maria João Pessoa foi a vencedora na categoria de língua portuguesa, enquanto o mexicano Gerardo Rodríguez se destacou no castelhano.
O mexicano Gerardo Rodriguez ganhou na língua castelhana
Maria João Pessoa (Portugal) e Gerardo Rodríguez (México) foram os vencedores da edição 2019 do Prémio Internacional de Poesia António Salvado/Cidade de Castelo Branco, nas categorias de língua portuguesa e língua castelhana, respetivamente. À edição deste ano juntou-se ao evento Roiz - I Encontro de Música e Poesia Luso-Hispano-Americano, eventos promovidos pela Câmara e Junta de Castelo Branco e pelo patrono do prémio.
A entrega dos prémios teve lugar sábado, dia 19 de outubro, no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, onde a música e a poesia foram os intervenientes principais.
Os músicos Custódio Castelo, José Raimundo, Miguel Carvalhinho e Pedro Ladeira abriram a sessão, seguindo-se a leitura de poemas por diversos participantes no Encontro.
O Prémio Internacional António Salvado/Cidade de Castelo Branco contou com a participação de mais de 500 poetas, vindos de 36 países de língua portuguesa e castelhana. Os números expressivos e que conferem o sucesso à iniciativa, foram realçados pelo presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco. Leopoldo Rodrigues afirma que este “é o fim de uma caminhada que já leva muito tempo e aproxima Castelo Branco e Salamanca”, recordando o percurso que se fez até aqui para instituir este Prémio Internacional, inspirado e adaptado do regulamento do Prémio D. Pilar, de Salamanca, Espanha. E para que tivesse maior credibilidade, “o nome dos vencedores ficou no anonimato até à decisão final do júri”, isto é, “todos os poemas foram lidos pelo júri, mas sem se saber quem eram os seus autores, para que todos estivessem em pé de igualdade, sendo poetas consagrados ou não”.
Para Leopoldo Rodrigues, juntar este Prémio a Encontro de Música e Poesia “foi o corolário deste processo”, pelo que, parafraseando António Salvado, afirmou: “não vamos ficar por aqui, pois seguir-se-ão mais edições, perdurando esta iniciativa no tempo, para recebermos mais poetas e valorizar a poesia e a cultura”.
Pérez Alencart, presidente do Júri deste Prémio Internacional, representando também Perú e Espanha, foi surpreendido por um poema seu musicado por Custódio Castelo. Definiu estes dois dias em que decorreram estes eventos ligados à poesia e à música, em Castelo Branco, com uma palavra: “gratidão”, reiterando que “o facto de só se conhecerem os autores premiados no final da escolha, dá credibilidade ao prémio e honra Castelo Branco e um poeta maior, António Salvado”. E lembrou que esta edição deu origem a dois livros, bilingues, um de cada um dos premiados, acrescentando que “Castelo Branco está a tornar-se numa cidade ‘descobridora’, não só de poetas de renome, mas de outros talentos, pela sua poesia”.
António Salvado, patrono do Prémio Internacional de Poesia António Salvado/Cidade de Castelo Branco, mostrou também o seu humor aos presentes. “Chamam-se de maior, mas eu só tenho um metro e poucos centímetros”. Lembrou a sua estreita relação com Salamanca, onde, no seu percurso poético, já participou em diversas iniciativas e recebeu também distinções e prémios.
A primeira palavra de Luís Correia, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, também foi dirigida ao poeta albicastrense António Salvado. Realçou o número de participantes nesta edição, frisando que “vão divulgar este Prémio pelo mundo fora”, agradecendo aos poetas “por contribuírem para o desenvolvimento cultural do concelho”, o que está alinhado com a estratégia cultural e aposta do município nos últimos anos. “Não queremos ser os protagonistas, mas sim quem cria condições para que eventos como este se repitam, pois é com momentos como este que se constroem e reforçam os afetos entre Castelo Branco e Salamanca, esperando por isso que perdure”, sublinhou o autarca.