Primeira pedra da "Cozinha é LIIS" foi lançada em dia de aniversário
O Centro Ciência Viva (CCV) da Floresta assinalou segunda-feira, dia 21 de julho, o seu 18.º aniversário, uma efeméride assinalada com o lançamento simbólico da primeira pedra do projeto Cozinha é LIIS – Laboratório de Inovação e Integração Social, um restaurante a instalar em cinco contentores adaptados no bosque, nas imediações do edifício principal, com vista para a horta das aromáticas e para a pista de aviação.
Na hora de celebrar esta efeméride, não foi esquecido o grande mentor desta rede de centros Ciência Viva, José Mariano Gago, ostentando o bolo de aniversário a sua máxima: “Ninguém sabe o suficiente para fazer tudo sozinho”.
João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, concorda que o CCV da Floresta “atingiu a maioridade, mas com muita maturidade”. Destacou a visão de quem decidiu e iniciou este equipamento, desde o presidente do município Diamantino André e a sua vice-presidente Filomena Lourenço, que “em bom tempo decidiram traduzir em algo maior esta relação com a Agência Nacional de Ciência Viva”, continuada depois por João Paulo Catarino e pelo atual executivo, mas desde logo o “progenitor” em Portugal da Rede de Ciência Viva, o ministro Mariano Gago.
O CCV da Floresta “distinguiu-se desde o início naquilo que foi a sua dinâmica e o que traduz num território como Proença-a-Nova. Ao final de 18 anos passaram por aqui mais de 300 mil visitantes, o que representa o sucesso deste caminho”, no qual “provou a sua maturidade”.
Quando ao novo projeto Cozinha é LIIS, que poderá estar a funcionar antes do final do ano, o autarca afirma que é “um novo espaço de restauração de um projeto que nos anima e muito nos orgulha, que é o projeto BioAroma LIIS, de integração social. Costumo dizer que é a ciência inclusiva, porque este projeto traduz exatamente isso, tendo começado no Agrupamento de Escolas e ao longo de mais de 14 anos tem traduzido um apoio diferenciado para alunos com necessidades especiais. Aqui no CCV damos continuidade ao projeto na fase adulta. Começamos com 10 elementos, mas termos 18 até setembro deste ano e esta também é uma mais-valia que o próprio CCV acolheu”.
No CCV da Floresta também funciona o laboratório de vinhos, que apoia os produtores da região a elevar a qualidade de transformação da uva e, consequentemente o vinho, além do ciclo de conferências temáticos.
Este novo passo neste projeto inclusivo também agrada a Edite Fernandes, diretora executiva do CCV da Floresta. “O restaurante inclusivo que vai nascer no nosso bosque dá continuidade ao projeto BioAromas LIIS, que é da parte da produção das plantas aromáticas e condimentais, que serão agora utilizadas na parte da restauração. Começamos com o projeto da Cafetaria Officinalis, na zona do nosso bar, a funcionar às terças e quintas-feiras, mas que agora vai sair para fora do centro e ter um espaço próprio, para as pessoas poderem usufruir, de início de segunda a sexta-feira ao almoço, do restaurante inclusivo, com marcações, por questões logísticas, mas depois o futuro dirá”.
O restaurante vai ser instalado em cinco contentores adaptados, entrando aqui também a vertente da reciclagem. A cozinheira que está afeta ao projeto ajuda este grupo especial “a confecionar, a preparar a sala de refeições e a servir quem vier ao nosso restaurante”, que terá uma capacidade para 40 lugares sentados. Recorde-se que este projeto tem um fim maior, porque os seus utentes “sentem-se muito valorizados, sentem que estão a fazer atividades e que não ficam só em casa. Eles gostam muito da parte da produção das plantas, mas também gostam muito da cozinha, de preparar, de servir, de preparar as mesas. Este é assim um ciclo que se fecha, pois eles iniciam o processo e depois podem ver o resultado final”.
FLORESTA O executivo aprovou em sessão de câmara, realizada neste dia, para levar à Assembleia Municipal, a desafetação da Reserva Ecológica Nacional (REN) de uma parcela de terreno no complexo do CCV da Floresta, onde vai nascer um espaço novo, para incubação de empresas na área da floresta e do conhecimento, em parceria com o Instituto Politécnico de Castelo Branco (parceiro desde o início do CCV da Floresta), a Universidade da Beira Interior e o Instituto Abel Salazar da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que “vem na linha do BioAromas e permite criar aqui um novo músculo ao CCV que ao cumprir 18 anos já se pode aventurar noutras facetas”.
Trata-se do Forest Lab & Business Center, que vai nascer “paredes meias com o edifício principal e vai ser candidatado ao Instrumento Territorial Integrado do Pinhal Interior, que tem uma dotação de 717 mil euros, mas o custo total do projeto ascenderá a um milhão e meio de euros”. O projeto “traduz o crescimento natural do próprio centro, naquilo que é a sua relação com as entidades que transmitem conhecimento”. Neste caso, com a temática “de desenvolvimento e incubação de empresas na área florestal e urbana do território, tendo como pano de fundo também as Áreas Integradas da Gestão da Paisagem e o desenvolvimento, a transmissão de conhecimento e continuada formação educacional da sociedade relativamente ao tema de ordenamento do território florestal, aliado à atividade económica”, tendo sempre com matriz as plantas aromáticas e medicinais.