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Cine Teatro Avenida: O que fazer com o depois?

Reconquista - 17/09/2026 - 10:00

“Vivemos num tempo de suspensão. Já não estamos apenas entre um antes e um depois, mas dentro de um depois que ainda não tomou forma".

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Espetáculo resulta de uma residência artística

“Vivemos num tempo de suspensão. Já não estamos apenas entre um antes e um depois, mas dentro de um depois que ainda não tomou forma. Entre crises sucessivas, guerras latentes e futuros incertos, instala-se a sensação persistente de que algo está a mudar profundamente”.

E é esta realizada que serve de pano de fundo ao espetáculo “O que fazer com o depois?”, de Bernardo Chatillon, que vai ter lugar na caixa de palco do Cine Teatro Avenida, em Castelo Branco, dia 19 de setembro, às 21H30.

“Habitamos um mundo em tensão, onde os sistemas afetivos, sociais e políticos perderam consistência e os equilíbrios se tornaram precários. Neste contexto, surge uma pergunta urgente: o que fazer com o depois? O que fazer depois de uma rutura, de uma perda, de uma crise ou de uma euforia? O que fazer quando aquilo que conhecíamos deixa de servir, mas nada novo se estabilizou ainda? A partir de uma inquietação pessoal, a criação desloca-se para um território comum: o depois não como consequência, mas como condição contemporânea”, acrescenta a sinopse.

Mas o autor considera que este é “um espaço onde o tempo falha, os gestos procuram forma e o corpo tenta reorganizar-se sem mapa. Talvez o depois não seja o fim de algo, mas o lugar onde outra forma de vida começa a ensaiar-se”.

A direção artística e criação é de Bernardo Chatillon, com interpretação e performance de Gio Lourenço, Ana Rocha, Mariana Tengner Barros e Bernardo Chatillon.

Esta é uma criação artística que resulta da residência de coprodução “O Espaço do Tempo”, que decorreu na Fábrica da Criatividade, com Trust Collective e And Lab. É uma coprodução para o Cine Teatro Avenida de Castelo Branco e Teatro Cine de Gouveia, com os apoios da Direção Geral das Artes, Antena2, Município de Arganil e União de Freguesias de Côja e Barril de Alva.

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