Castelo Branco volta em agosto a promover a iniciativa “Há Cinema no Parque”, com as quais abre, gratuitamente, as portas da cultura e do entretenimento a toda a população. Mais do que a gratuitidade das propostas – que se iniciam já esta sexta-feira com a rodagem do filme o Diabo Veste Prada 2 com a grande Meryl Streep, no Parque Urbano do Montalvão – está o conteúdo que as mesmas encerram: democratização da cultura, informalidade, espaço partilhado por várias gerações, acessibilidade, dinamização urbana e comunitária, descompressão…
Em época estival, com muitos beirões espalhados pelo mundo de regressa à “terrinha”, é, indiscutivelmente, uma boa iniciativa. Fora da caixa. Promove, igualmente, o usufruto dos espaços verdes locais e o drible às temperaturas elevadas que por aqui proliferam.
Há um ano, no Parque da Cidade, tive ocasião de assistir ao Ainda Estou Aqui, em que Fernanda Montenegro contracena com a filha Fernanda Torres, num drama biográfico e histórico que retrata a dor de uma família durante a ditadura mundial no Brasil. Ambiente social, respeitador, descontraído em frente ao ecrã e na tela uma narrativa pesada, emotiva, irrepreensivelmente interpretada.
O Cinema no Parque, naquele local emblemático de Castelo Branco, trouxe à memória noites de outros tempos, no antigo parque, em que as cadeiras de madeira se posicionavam em frente à parede do palco para noites descontraídas de cinema em família, com a magia do ecrã gigante sob as estrelas.
Um investimento praticamente sem custos para o erário público e que de forma simples e pertinente desafia as pessoas a sair de casa e a desfrutarem de um bom programa cultural e social. Em espaços que, também, lhes pertencem.