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Corpo de Deus: Culto a Jesus não é um mero ritual

José Júlio Cruz - 11/06/2026 - 11:26

Foi precisamente aos jovens que o prelado sobretudo se dirigiu pela renovação das suas promessas de batismo.

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Foto Ivo Vladimiro Gonçalves/Reconquista

O dia da Solenidade do Corpo de Deus foi celebrado quinta-feira, 4 de junho, feriado nacional. D. Pedro Fernandes, bispo de Portalegre-Castelo Branco, presidiu à celebração de uma missa campal no Parque da Cidade, em Castelo Branco, ocasião que também reuniu algumas dezenas de jovens na festividade da sua Profissão de Fé.
Foi precisamente aos jovens que o prelado sobretudo se dirigiu pela renovação das suas promessas de batismo, lembrando inclusivamente um recente estudo da Fundação Manuel dos Santos a propósito do papel da eucaristia na vida de cada um, mas também o facto de, como recordou, “o culto e o sacrifício estarem presentes em todas as religiões”.
Para o bispo diocesano, “o culto de Jesus Cristo não é meramente um ritual, é a vida toda”, sendo que “a eucaristia é este memorial, é recordar o que Jesus Cristo fez, é tornar esse oferecimento realmente presente”. “Não é apenas um símbolo, um sinal, torna verdadeiramente presente aquilo que significa, que Jesus está presente no pão e no vinho, é uma relação de entrega”, realçou.
É por essa razão que “Cristo entregando-se ao Pai e a nós nos orienta a todos para o Pai”, explicou aos presentes, acrescentando que “somos muitos, somos diferentes, mas estamos todos num só corpo. E temos de continuar a ser diferentes precisamente para que haja corpo”.
Na homilia que proferiu, num dia que ficou marcado também pela procissão que se seguiu e que dali se realizou até à Sé albicastrense, D. Pedro Fernandes continuou dizendo que “é pelo espírito que se realiza esse corpo” e que, por isso, “é inseparável o corpo e a mesa, porque é este o alimento único, a Igreja precisa desse alimento que é Jesus Cristo”. 
Na mesma linha, frisou que “não somos uma associação, um instituto, mas um corpo único, sentamo-nos à mesma mesa, como Jesus em nós”. “Celebramos esta missa porque a vivemos, a eucaristia é o que celebramos, o que vivemos, o que praticamos”, pelo que “ser cristão não é dizer umas coisas, é viver a eucaristia, é estar à mesa”.
Explicando aos mais jovens e a toda a plateia de milhares de pessoas ali presentes que “comungar é uma coisa muito séria porque a nossa vida tem de condizer com a vida de Jesus, não pode ser apenas por participação ou por imitação”, o bispo de Portalegre-Castelo Branco reforçou que “a eucaristia é gratidão, é estarmos felizes”. Reconheceu, contudo, que “às vezes criamos muros, filtros e barreiras” e que, também por isso, “a eucaristia também é pão para o caminho, estamos todos a caminhar, estamos todos constantemente a convertermo-nos a Jesus Cristo”.
Concluiu frisando aos jovens que é nesse sentido que “a eucaristia é missão” e que é fundamental “colocar a semente a germinar e a dar frutos (…) pertenço e quero pertencer, sejam bem-vindos!”.

 

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