Foto arquivo Reconquista
A administração dos CTT diz que a greve que começou esta segunda-feira e que se repete na quarta-feira saldou-se nas primeiras horas por uma adesão inferior a 15 por cento a nível nacional e que todos os espaços de atendimento ao público estão abertos “e a funcionar com normalidade”.
Segundo a empresa nos centros de tratamento “todo o trabalho foi assegurado e prestado dentro da normalidade, não tendo esta paralisação tido impacto na atividade e operação. Não se sentiu qualquer interrupção do serviço aos clientes, não se tendo verificado até agora nenhuma perturbação relevante nos centros de distribuição postal”, informou ao final da manhã desta segunda-feira.
Os Correios dizem que dada “a baixa adesão a este primeiro dia de greve” esperam “que a maioria da população e dos clientes não venham a sentir qualquer efeito”.
Nos locais onde isso possa acontecer “os CTT irão fazer tudo para minimizar eventuais impactos e, dentro do plano de contingência preparado, caso seja necessário, poderá ser realizada distribuição na terça-feira, feriado, ou no sábado seguinte de forma a manter a sua operação dentro da normalidade”.
Vários sindicatos convocaram para 31 de outubro e 2 de novembro uma greve geral nos CTT, que poderá afetar a distribuição postal, também com implicações na distribuição aos assinantes das próximas edições do Reconquista.
Os sindicatos da CGTP estão contra o aumento de sete euros e meio proposto “unilateralmente” pela administração e que consideram “um gozo com quem trabalha e mantém a empresa a funcionar”.
Os sindicatos dizem que a empresa aumentou os seus preços em pelo menos 6,8 por cento e distribuiu aos seus acionistas de forma direta e indireta 36 dos 38 milhões de euros de lucros obtidos em 2021 “ganhos à custa das más condições de trabalho, da falta de pessoal e da desqualificação profissional por via da desvalorização dos salários”.
Os CTT devolvem as acusações repudiando “as datas escolhidas pelos sindicatos promotores da greve para a sua realização, numa semana com um feriado e aproveitando uma “ponte” – como já se tornou habitual nas greves anteriores”.