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Desde 1 de agosto: Instituto já é Universidade Politécnica

Lídia Barata - 06/08/2026 - 8:00

Entre outras benesses, Luís Farinha reconhece neste novo modelo benefícios para os estudantes, as famílias e para o território.

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Luís Farinha é o primeiro reitor deste novo modelo

Desde o dia 1 de agosto que o Instituto Politécnico de Castelo Branco passou a designar-se como Universidade Politécnica de Castelo Branco (UPCB), anunciou, em conferência de imprensa, o presidente da instituição, Luís Farinha, que será também o primeiro reitor deste novo modelo institucional.

“Mais do que uma mudança de designação, e estatutária, esta transformação reconhece a qualidade, a maturidade e a capacidade científica alcançadas pelo IPCB”, afirma.

Esta mudança está enquadrada no novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) e avançou porque “o IPCB foi acreditado, em 2023, por um período de seis anos, pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior”.

Luís Farinha ressalva que apesar da alteração de designação, a UPCB “preserva aquilo que define a identidade do IPCB, como seja a proximidade entre estudantes e docentes, o acompanhamento individual, a aprendizagem em contextos reais e a forte ligação às empresas, aos municípios e às instituições da região”. O objetivo é “construir uma UPCB profundamente comprometida com os estudantes e com o território, aberta ao país e ao mundo. Uma instituição capaz de transformar conhecimento em oportunidades, inovação e progresso coletivo”.

A investigação aplicada continuará a ser um dos pontos de distinção entre a Universidade Politécnica e as universidades clássicas, mantendo uma oferta formativa que vai dos 19 CTeSP (Curso Tecnológico Superior Profissional) aos três doutoramentos, passando pelas 32 licenciaturas, 13 pós-graduações e 19 mestrados. Mantém também um quadro de 520 docentes, na sua maioria doutorados, e 233 profissionais, entre pessoal técnico, administrativo e de gestão, ou seja, não docentes.

“A oferta doutoral constitui uma das marcas deste novo ciclo. O IPCB participa atualmente em três doutoramentos, nomeadamente de Sustentabilidade Agroalimentar e Ambiental, Ciências do Desporto e Design para a Inovação Regional”, refere Luís Farinha, a que se juntam as restantes áreas de formação, ministradas nas seis escolas superiores.

Outra das apostas da UPCB será na formação ao longo da vida, “apoiando pessoas, empresas e instituições na atualização e aquisição de competências em domínios específicos do saber”, o que pode ser feito “através de formação avançada, programas de especialização, cursos de curta duração e microcredenciais, ou seja, respostas flexíveis e ajustadas às necessidades dos profissionais, das organizações e do território”.

João Carrega, presidente do conselho geral do IPCB, afirmou que este “é um momento histórico para Castelo Branco e para a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, que passam a ter uma universidade. É uma universidade politécnica, é verdade, mas é uma universidade, que não tem dúvidas nenhumas que vai ser charneira do desenvolvimento de toda esta região, todo o interior do país e também do resto do próprio país, porque temos formações muito importantes que fazem falta a todo o território”.

Além disso, integra a BAUHAUS4EU, uma aliança de universidades europeias financiada pelo programa Erasmus+, que também tem sido alavanca de desenvolvimento”.

Luís Farinha reiterou que “a grande diferença entre as várias instituições poderá ser a sua dimensão. Porque de resto, todos nós temos, licenciaturas, doutoramentos, investigação, portanto, não há distinção nenhuma aparente. O que nos pode distinguir e afirmar para o futuro é exatamente a ligação à comunidade, ao território, ao tecido empresarial, social, turístico, cultural. E trabalharmos esta proximidade”.

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