Por estes dias vão-se alinhando os astros no firmamento político distrital, a caminho das Eleições Autárquicas de 2025.
Só mesmo os mais distraídos não terão ainda dado por isso. Daquelas que foram as verdadeiras sondagens mais recentes (Legislativas e Europeias) resultam cenários e equações que muitos leem em surdina tentando precaver-se de alguma desagradável «surpresa» e outros utilizam-nas para galvanizarem as hostes.
Na espuma dos últimos resultados eleitorais escondem-se vários cenários. O choque com a realidade está para breve. Sobretudo ao nível da sempre apetecível capital de distrito, onde, desde a chegada de Joaquim Morão, o PSD foi arredado do poder, tendo o povo entregado a gestão autárquica nas últimas décadas aos socialistas.
A recente entrada em cena do Sempre e do Chega baralhou as contas e soaram os alarmes. Sem fazer futurologia, não me parece nada difícil de antever que haverá certamente muitos e bons motivos de interesse para seguir, de forma noticiosa, daqui em diante.
O tempo é mais de construir pontes do que muros, mas na política é sempre tudo muito imprevisível. Se não existirem alianças, o resultado das quatro principais forças políticas anuncia-se apertado. Pelo menos a esta distância temporal do sufrágio.
Se existirem alianças, o cenário poderá ser outro. Aguardemos.
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