O assunto é velho e novo e volta a ser velho e novo quando se (re)iniciam velhos e novos conflitos. O mundo está em guerra, já ninguém duvida disso. E a União Europeia (UE) numa encruzilhada, desde que nasceu, sem conseguir responder à pergunta se vale ou não a pena ter um exército próprio.
Sabendo-se que a principal missão de um soldado não é fazer a guerra, mas manter a Paz, a resposta parece óbvia. Mas não é, tantos são os interesses em redor dos assuntos externos dos diferentes Estados que a compõem.
Acredita-se que a NATO resolverá os problemas de defesa da UE se tal se vier a colocar. Acredita-se. Mas cada vez que há eleições nos Estados Unidos regressam as dúvidas: Ah e se vencer o A? Ah e se vencer o B? O assunto há muito que deixou o secretismo dos gabinetes e está na rua.
Incapaz de tomar as suas próprias decisões a este nível, estará a UE tal como a conhecemos capaz de manter a sua posição geoestratégica em termos de influência à escala planetária? Ou dependerá cada vez mais dos caprichos do eixo anglo-saxónico em que as decisões do Tio Sam ganham mais e mais peso a cada dia que passa?
O recente ataque aos capacetes azuis da ONU foi criticado quase em surdina, tal a montanha de interesses instalados em redor do conflito israelo-árabe.
E se um dia for a China ou a Rússia, ou qualquer outra das potências militares emergentes a pisar o risco?
Forçar o caminho para a Paz é um imperativo. Não apenas para a UE mas para a Humanidade. Mas para forçar é preciso ter força.