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Editorial: Auschwitz

José Júlio Cruz - 30/01/2025 - 9:00

A libertação do campo de concentração nazi de Auschwitz aconteceu há 80 anos. As forças aliadas punham termo ao maior dos símbolos do Holocausto e da II Guerra Mundial. O mundo acordava então para uma realidade medonha que muitos desconheciam e outros faziam questão de ignorar. Apesar de os sinais serem evidentes, só este momento colocou a descoberto o que verdadeiramente se passava por trás das fileiras em território polaco.

Os números oficiais apontam para que mais de três milhões de pessoas tenham ali morrido, sendo que 2,5 milhões foram pura e simplesmente gaseificadas e 500 mil pereceram de fome e doenças várias.

A então Alemanha de Hitler era derrotada pela coligação internacional de países e o mundo sonhava com prosperidade e sobretudo com a paz.

Passaram 80 anos e não é preciso ser um investigador muito astuto para poder lembrar que esta foi uma rede de campos de concentração operados pelo Terceiro Reich no sul da Polónia anexada pelos nazis (vários campos de concentração e um campo de extermínio). Isto porque as prisões em massa de judeus e outras pessoas que se opunham ao regime por toda a Europa excediam a capacidade das prisões convencionais até então existentes. A dimensão da monstruosa estrutura incluía Auschwitz I (campo principal e centro administrativo do complexo); Auschwitz II–Birkenau (campo de extermínio); Auschwitz III–Monowitz; e mais 45 campos satélites (Fonte Wikipédia).

O horror do extermínio de milhões de judeus e de pessoas de outras religiões durante esses anos não pode ser esquecido nem negado”, declarou há dias o Papa Francisco no Vaticano a este propósito. “Recordamos também muitos cristãos, entre eles muitos mártires. Renovo o meu apelo para que todos trabalhem em conjunto para erradicar o flagelo do antissemitismo, juntamente com todas as formas de discriminação e perseguição religiosa”, acrescentou, ao mesmo tempo que convidou nos dias de hoje todos a construírem juntos “um mundo mais fraterno, mais justo, educando os jovens a ter um coração aberto a todos, na lógica da fraternidade, do perdão e da paz”.

Francisco sabe que é hora de lembrar os ensinamentos que a História nos deixou. E não se cala, nem se esconde.

Sigamos o exemplo.

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