Nada se faz sozinho, embora alguns pensem que sim. Desde que se descobriu que a Terra andava à volta do Sol que ainda há gente que se dá importâncias de pensar que é o Sol que gira em seu redor.
Cá na casa não é assim. Acreditamos que é bem acompanhados que vamos, com bons parceiros, com bons leitores, com bons anunciantes, com bons críticos (que sabemos ouvir), enfim, com boa gente. E giramos todos ao ritmo do planeta à volta da estrela.
Chegámos aos 80 anos e isso não é obra de ninguém em especial, mas de muitos, muitos, muitos que aqui e agora não cabem.
Arrancar não foi propriamente um caminho sem espinhos, continuar e aguentar com a censura a martelar as edições foi obra de gente de fibra. São tantos os anónimos (nos primeiros tempos não se gravavam os nomes nos jornais) que, humildemente, lhes agradecemos penhoradamente por tudo o que fizeram. Beirões de gema que vestiram esta camisola como se da própria pele se tratasse.
Coube-nos estar aqui e agora para celebrar. Cabe-nos aqui e agora lutar para que o futuro honre, no mínimo, o que nos trouxe a estes 80 anos. Temos essa responsabilidade.
Nunca foi fácil. Nunca será fácil. Por isso contamos com todos e com uma equipa jovem e motivada para enfrentar os desafios que se nos coloquem. Esta semana colocámos na rua 112 páginas a cores – 80 na edição especial de terça-feira e 32 na desta quinta-feira.
Pelo Reconquista. Pela Beira Baixa. Pela Liberdade. Pela Democracia.