O Festival Boom que se realiza nas margens da barragem de Idanha desde 2002 é a mais importante realização de âmbito cultural/musical que se realiza em toda a faixa interior do país e uma das mais importantes que se realiza a nível nacional.
Pelo impacto e interesse que gera na comunidade internacional é, sem dúvida, a maior realização que tem lugar em Portugal. Este ano foram cerca de 50 mil pessoas de 169 países a marcarem presença.
Sempre que tem lugar suscita um inusitado interesse que supera qualquer iniciativa que tenha lugar com regularidade neste país e num ápice esgota todos os ingressos (nada baratos por sinal – sensivelmente entre 245 e 290 euros). Durante uma semana existe, de facto, uma cidade nova na região.
É lógico que ninguém é obrigado a gostar do Boom, como ninguém é obrigado a gostar de se juntar a 60 mil «malucos» a ver uns rapazes a dar uns pontapés numa bola durante 90 minutos e por aí fora. E não venham com a conversa de que no Boom há droga. A sério! E nas universidades? E nas instituições públicas? E nas empresas? E nos estádios? E nos outros festivais de música? E… e… e…
Há malta muito engraçada, quando não gosta ou não vai com determinada coisa (cada um é livre de gostar ou de não gostar do que bem entender) lá vem o argumento do «há lá droga».
O impacto económico em território nacional estima-se que seja de 55 milhões de euros (dados de 2019, imaginem nos dias de hoje). Em 2023, segundo relatório oficial, a organização pagou 1,5 milhões de euros em impostos.
É daquelas matérias em que só não vê quem não quer ver.
E não pensem que escrevo o que escrevo por qualquer tipo de interesse pessoal. Eu nunca fui ao Boom. Mas acho aquilo «Boombástico!».
Falam das terapias alternativas, de métodos inovadores em sustentabilidade, há um ambiente de paz, de educação, não há lixo no chão, drogas ? Também rola nos escritórios de advogados e políticos, tribunais etc. E o álcool? os antidepressivos..etc..
Pois bem, se o mundo fosse como o boom , acreditem viveríamos bem melhor..