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Editorial: Campanha

José Júlio Cruz - 08/05/2025 - 9:00

Numa altura em que os ideais de Abril voltaram a estar na atualidade pela proximidade entre as celebrações dos 51 anos da revolução e o início da campanha para as eleições Legislativas de 18 de maio, importa fazer aqui e agora um apelo ao voto.

Dele depende a democracia e foi por ele (verdadeiramente livre) que se instituiu o regime em que vivemos. Muitos falam disso, da necessidade de se aprofundarem os pilares em que o país cimenta a sua existência e cabe ao povo decidir o que quer para o seu futuro.

É hora de decidir. Ouçam-se as propostas (há sempre muitas nestas ocasiões), analisem-se os perfis dos candidatos, a composição das listas e exerça-se o direito cívico que faz com que, pelo menos em dia de eleições, sejamos todos iguais. O voto faz de nós todos iguais (um fator que convém não ser desvalorizado). Tanto vale o do pobre, como o do rico, tanto vale o do desempregado como o do detentor de várias empresas, tanto vale o do mais anónimo dos cidadãos como o da mais cintilante celebridade.

Numa altura em que muita gente se queixa disto e daquilo e em que as redes sociais multiplicam essas «aparições públicas», só o voto é capaz de significar verdadeiramente alguma coisa. Uns gritam por justiça, outros por saúde, outros ainda por habitação e emprego.

Muitos estão também desiludidos com a falta de soluções e de perspetivas. Outros terão certamente a oportunidade de votar pela primeira vez.

A todos interessa ir votar, porque todos seremos responsabilizados pelas escolhas que fizermos. E demitirmo-nos disso é demitirmo-nos do nosso próprio futuro.

COMENTÁRIOS

Carlos Ribeiro
No ano passado
Interessante o destaque dado ao André Ventura, primeira página, assim vai a Reconquista...