O acesso à saúde coloca muitas vezes as pessoas em situações de alguma fragilidade e exposição pública desnecessária. Creio que já todos passámos por isso, quando esperamos horas a fio numa sala de espera hospitalar ou num corredor enquanto não nos chamam para efetuar um exame ou umas simples análises de rotina.
«É preciso é ter saúde!», «espero que não seja nada grave», enfim, faz-se conversa quando nos cruzamos com alguém conhecido, ou até com desconhecidos pelo tempo de espera a que estamos sujeitos.
E sabemos que não é fácil mudar este tipo de circunstâncias. Damos Graças a Deus por ainda termos hospital e médicos por perto, o que nem sempre acontece neste interior longe dos centros de decisão e por isso tantas vezes esquecido.
Mas, convido-vos a irem até à página 3 desta edição e a lerem a peça jornalística que lá está. Por vezes, uma mudança simples resulta. No caso da saúde mental, uma mudança de local acabou com a abstinência que se registava no acesso às respetivas consultas.
Não sou especialista na matéria, longe disso, mas não me parece despiciendo concluir que se trata de uma questão de discrição. Na azáfama hospitalar as pessoas ficam expostas, sentem-se despidas na sua dignidade e quantas vezes até incomodadas com isso. Na discrição de um jardim, com algum recato, longe dos olhares indiscretos (todos sabemos como é) ficam mais à vontade.
Presumo que todos tenhamos a ganhar com isso. A começar pelos utentes do serviço, o que, sem dúvida, é o mais importante.