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Editorial: Entre risos e lágrimas

José Júlio Cruz - 20/06/2024 - 9:52

Rir e chorar fazem parte da condição humana. Nem sempre no sentido literal. Quem nunca disse que «morreu a rir» ou «chorou de alegria»? Todos passámos por isso.

Consciente de que rir talvez seja mesmo «o melhor remédio» Francisco recebeu por estes dias um grupo de mais de 100 humoristas, incluindo portugueses. O Papa sabe que com o processo de desumanidade em curso à escala global se acumulam problemas e motivos para chorar.

A vida humana é descartada pelos senhores da guerra. Mas, Francisco falou do «milagre» de fazer sorrir, mesmo quando se fala de problemas da humanidade.

“Vocês denunciam os excessos do poder, dão voz a situações esquecidas, evidenciam abusos, apontam para comportamentos desadequados”; disse aos participantes.

Também é recente a sua passagem pela reunião do G7, o grupo dos mais poderosos. Foi o primeiro Papa a participar na cimeira do G7. A estes, num tom sério, reafirmou que “a guerra é sempre uma derrota, desde o primeiro dia”.

Reforçou os seus apelos em favor da paz na “martirizada” Ucrânia, mas também na Palestina, Israel, Myanmar e “tantos outros países em guerra”.

Guerra onde há máquinas, servidas pela inteligência artificial criada pelo homem, utilizadas dizimar outros homens.

“Precisamos garantir, proteger um espaço de controlo significativo dos humanos sobre o processo de escolha dos programas de inteligência artificial: está em jogo a própria dignidade humana”, alertou.

 

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